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sábado, 2 de março de 2024

Parcelamento de dívidas: como fazer e que cuidados tomar

foto parcelamento

O acesso ao crédito virou uma realidade e uma necessidade para quase muitos brasileiros. Isso significa que muitas famílias passaram a fazer suas compras cotidianas com o cartão de crédito, sobretudo em momentos mais delicados de crise, como no período da pandemia. Com menos renda, porém, como conseguir honrar as dívidas com os credores e não ficar com o temido ‘nome sujo’? 

Se utilizado estrategicamente, o parcelamento da dívida pode ser uma solução para sair do sufoco. Mas o contrário também vale. O parcelamento sem os devidos cuidados trará novos aborrecimentos ao endividado, que corre o risco de voltar para a estaca zero ou entrar em uma situação ainda pior.

“Para evitar que o nome de uma pessoa seja inserido em órgãos de proteção de crédito, ou mesmo que tenha problemas com o governo, o que inclui cobranças da Receita Federal, o parcelamento da dívida é uma forma de quitar o débito com mais prazo”, afirma Marcela Gaiato Martins, Diretora de Produtos B2C, Marketing e Atendimento ao Cliente da Recovery, empresa do Grupo Itaú e plataforma especialista em recuperação de crédito no Brasil.

A pessoa pode parcelar dívidas de faturas de cartão de crédito, dívidas de empréstimo e de financiamentos, impostos como IPTU, IPVA, e dívidas com o governo, como débitos com a Receita Federal, entre diversas outras.

Para solicitar o parcelamento, é necessário contatar a instituição credora para conhecer as soluções de negociação oferecidas. No caso dos bancos, muitos já possuem em seus aplicativos as opções de parcelamento diretamente nas interfaces, dispensando a necessidade de conversar com o gerente da conta, ou mesmo ir até a agência. Já em uma dívida com o governo, é necessário seguir os passos que o órgão público determina. De modo geral, os sites têm interface amigável, sendo fácil seguir o passo a passo para realizar a negociação. 

Vale reforçar também que o parcelamento está sendo oferecido dentro do Desenrola Brasil, o programa de renegociação de dívidas lançado recentemente pelo Governo Federal. Essa opção está disponível para a Faixa 2, conforme negociação que o credor fizer com o banco onde deve, e também estará disponível na Faixa 1, prevista para iniciar em setembro. Para a Faixa 1, o parcelamento será feito por financiamento bancário, com prazo mínimo de 2 meses e máximo de 60 meses para pagamento e taxa de juros de, no máximo, 1,99% ao mês.

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