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sábado, 24 de fevereiro de 2024

Mitre Galeria leva exposição “Flecha que atravessa, peixe nuvem que nasce da terra” para a SP Arte

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Para a SP-Arte Rotas Brasileiras de 2023, a Mitre Galeria reuniu diferentes artistas que, muito embora componham um grupo heterogêneo, comungam de interesses, pesquisas e, sobretudo, de uma mesma energia em suas produções. Intitulado “Flecha que atravessa, peixe nuvem que nasce da terra”, o projeto reúne pinturas, fotografias e esculturas que trazem, por meio de paisagens figurativas e abstratas, a dureza da vida em relação ao surrealismo do sonho e à magia dos elementos etéreos, instaurando experiências líricas e atmosféricas.

O título — que faz referência direta a algumas das obras — cria imagens fortes por meio do jogo poético com elementos mundanos. Os verbos atravessar e nascer se complementam como síntese do movimento vital, remetendo à força indomável da vida, capaz de brotar e se reinventar continuamente. As flechas, peixes, nuvens e terras aqui são fisicalidade e metáfora, corpo e alma, ação e imaginação. Nas obras de Caio Carpinelli (São Paulo, SP, 1993), Hariel Revignet (Goiás, GO, 1995), e Jabulani Dhlamini (Warden, África do Sul,1983), Jess Vieira (Gama, Distrito Federal, 1992), Luana Vitra (Contagem, MG, 1995), Marcos Siqueira (Serra do Cipó, MG, 1989), Rafael RG (Guarulhos, SP, 1986) e Wallace Pato (Rio de Janeiro, RJ, 1994) enxergamos pontos de força que surgem do solo aspirando outras dimensões. Paisagens insólitas, personagens em plena conexão com o meio e outros seres, entidades que serpenteiam, massas amorfas numa interação sensível, partituras cravadas na pedra, um olhar fulminante, e vetores de diferentes origens em direção a um só ponto, formando um ápice comum.

Neste conjunto de obras, a dinâmica vital revela-se de muitos modos, evidenciando a pluralidade das formas de vida ao passo que afirma a transformação como destino único, inescapável. São trabalhos que versam sobre relações interespécies, sobre os limites entre fenômenos naturais e extraterrenos, e sobre os cruzamentos possíveis entre memória e fabulação. Ao combinarem leituras do mundo natural com visões expandidas ligadas à mística, à poesia e à abstração, essas obras criam imagens singulares que apontam para fissuras na materialidade mundana em direção a territórios outros, habitando as fronteiras entre o visível e o sensível.

 

Visitação: 30 de agosto a 03 de setembro
ARCA, Avenida Manuel Bandeira, 360, Vila Leopoldina

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