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sábado, 18 de maio de 2024

VIDA BILÍNGUE – Pronúncia não importa (SQN!) – Primeira Parte

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Foi num curso específico de pronúncia inglesa que eu ouvi a seguinte frase da professora: “Se você tiver que errar alguma coisa em inglês, melhor errar a gramática, porque errar a pronúncia causa uma baita confusão no processo de comunicação.” A frase tem seu caráter de efeito, claro, mas o que ela quis foi evidenciar a importância da pronúncia dentro da prática de um segundo idioma.

A língua inglesa – vou falar dela porque é a minha praia – tem alguns sons diferentes daqueles do alfabeto romano, o nosso alfabeto. Esses sons, explicando a grosso modo, é o resultado da mistura de diversas raízes linguísticas que formam o idioma. Enfim, ficamos aí com esse, digamos, “pepino” sonoro pra resolver, porque a letra “I” de “ILHA”, por exemplo, pode ser pronunciada como “Í”, como “Ê”, como “AI”, até como “”. E em função dessa gama de possibilidades sonoras, que muda de palavra pra palavra, acabam surgindo as inseguranças nos alunos pra se expressar oralmente.

Ninguém duvida aqui que eu vou dizer que o que faz a pronúncia melhorar é a prática, né? Isso está claro, mas existem algumas técnicas simplíssimas que podem dar uma ajudinha extra (veja lá no final do artigo).

Durante o percurso da minha atividade como English teacher, eu recebi (e recebo) muita gente que quer estudar inglês porque é cantor ou cantora e precisa melhorar a pronúncia.

Em 2013 eu fui procurada por um produtor musical com esse objetivo. Ele trouxe uma cantora que estava produzindo um CD autoral e a maior parte das músicas seria cantada em inglês. Além de me pedir pra atuar na adaptação de todas as letras para o inglês, a cantora me pediu assessoria na parte de pronúncia. Pois bem, trabalhamos nas letras e, a seguir, fomos para o estúdio. A cantora não falava inglês, tinha nível bem básico, mas a pronúncia dela não era ruim, não. Além de muito afinada, boa cantora, ela tinha um excelente ouvido e pegava fácil a pronúncia. No estúdio, quando necessário, a gente parava a gravação e fazia de novo. E assim fizemos durante um tempo, até que as gravações fossem finalizadas. O resultado foi bastante satisfatório e, sim, a pronúncia do idioma ficou muito boa.

Mas, lembre-se, falar um idioma é abraçar o pacote completo: gramática, vocabulário, treino auditivo, pronúncia, e muita prática. Só um aspecto do idioma ou outro não vai fechar o pacote.

Dicas para treinar pronúncia

  • Música

É a primeira da lista, né? Não estou falando só de ouvir a música e ficar cantando qualquer coisa. Hoje as ferramentas são infinitas e você pode ouvir uma música e acompanhar a letra no seu celular, mesmo. Prática simples, prazerosa, e que, com o tempo, te faz gravar os sons em função da repetição.

  • “Ah, mas eles falam muito rápido!”

Ouço isso o tempo todo dos alunos, mas sempre digo que tudo é assim, começa num ritmo mais lento e vai aumentando devagar, até chegar no ritmo natural, tanto de falar como de entender o que um nativo fala. Tem que ter paciência e perseverança, também, né? Nada é magica!

  • Aplicativos

Tem vários aplicativos pra você treinar idioma e pronúncia, você fala e o app te dá o resultado da sua pronúncia.

  • Ouvir

Se tem uma coisa que ajuda demais é ouvir. Ouça, ouça e ouça o outro idioma. Assista filmes legendados, música (já falei!), assista a pequenos vídeos no idioma, baixe apps de rádios dos países que falam a língua do seu interesse (tem muitos), enfim, ouça! Vai tornar os sons familiares pra você. Até que vai chegar uma hora que tudo será natural a ponto de você não conseguir errar.

Bora falar direitinho?

Denise Domingues é jornalista, graduada em História

e atua como English teacher desde 2005.

Está no mercado como profissional independente desde 2011.

@teacher_domingues_denise

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