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sábado, 18 de maio de 2024

Assédio Virtual+ Burnout Digital: Empresas não percebem que práticas impactam os colaboradores

Assedio-digital-e-burnout

Com a pandemia de COVID-19, o hábito de estar 100% conectado à internet e aos dispositivos eletrônicos se fez necessário para dar continuidade às tarefas laborais e sociais, porém com uma mudança abrupta na rotina profissional, só com o tempo foi possível refletir sobre as consequências negativas dessa nova rotina. Rebeca Toyama, especialista em carreira e comportamento, alerta sobre os dois termos que estão circulando na mídia: o assédio digital e o burnout digital, e mostra que o resultado dessas ameaças afasta os colaboradores de uma carreira sustentável e saudável dentro das organizações.

De acordo com um levantamento feito pela Agência We Are Social em parceria com a Meltwater, o brasileiro passa uma média de nove horas e meia conectado à internet em um dia normal, mais do que a média global de quase sete horas por dia. E o Brasil está em segundo lugar no ranking dos países mais conectados do mundo.

Segundo outro dado, a pesquisa feita pelo Instituto Think Eva junto com o Linkedin, mostra que durante a pandemia houve um grande aumento de casos de assédio virtual, e quem já praticava outras modalidades de assédio se sentiu mais seguro em repetir o ato ilícito por trás das telas no âmbito profissional.

São os colaboradores que mais sofrem com o assédio e burnout digitale segundo a especialista Rebeca Toyama, tanto as organizações, como os funcionários precisam conhecer mais sobre o tema para mitigarem os riscos.

O termo burnout já diz, excesso mal gerenciado, então, o esgotamento voltado à conexão mostra os mesmos indícios do burnout ocupacional como: dificuldades de concentração e motivação, irritabilidade, insônia e percepção no aumento da sobrecarga mental.

Pesquisas já mostraram que quanto maior o tempo conectado aos dispositivos digitais, maiores são as consequências para o bem-estar físico e mental. E combinando o esgotamento digital com o assédio virtual no ambiente de trabalho, o risco de sobrecarga é ainda maior porque passamos a maior parte do tempo que estamos acordados em frente a uma tela.

“Quando falamos de burnout junto com o assédio digital observamos a importância do papel dos gestores e líderes, para o bem e para o mau. Mesmo antes da pandemia já se falava em assédio virtual, mas com a chegada forçada do home office, nem todas as empresas souberam lidar com ‘os funcionários longe de seus olhos’ e a desconfiança da execução de tarefas, cumprimento de metas, acabaram gerando um excesso de mensagens, e-mails e ligações fora do horário de trabalho, interrompendo momentos pessoais muitas vezes com cobranças e reclamações” comenta Rebeca Toyama, especialista em carreira e comportamento.

Assédio Virtual Corporativo

O assédio virtual corporativo ou cyberbullying consiste no uso repetido e sem consentimento da tecnologia, para extrair ou divulgar informações de um indivíduo com quem se tem uma relação de trabalho, com o objetivo de ofender, intimidar ou perseguir.

E pode se constituir um crime quando representar atentado à intimidade, à honra e à privacidade da vítima. Portanto, vale lembrar que tanto o assédio sexual como o moral podem também estar inseridos nesta modalidade, pois é possível serem feitos a partir de dispositivos conectados à internet.

Para Rebeca, muitas vezes os gestores e líderes não tem noção do impacto que esses atos tem sob a saúde mental dos colaboradores. “O aumento da presença da tecnologia na vida das pessoas e empresas têm demandado um grande esforço de aprendizagem, e muitas vezes um gestor ou líder não tem ideia do impacto de seus atos na saúde mental e física de sua equipe!”, alerta Rebeca.

A especialista ainda explica que o assédio virtual junto do burnout digital afastam os profissionais de uma carreira saudável, uma vez que afeta a saúde e o bem-estar dos colaboradores, gera um ambiente tóxico, prejudica a produtividade e a motivação no trabalho, além de ainda causar danos à reputação da empresa.

“Todas as empresas devem proporcionar um ambiente de trabalho seguro, saudável e sustentável, e buscar erradicar qualquer prática que possa colocar em risco o bem-estar físico, mental e social dos seus colaboradores”, finaliza.

Rebeca Toyama, especialista em carreira, selecionou 5 dicas para ajudar as empresas e seus líderes a combaterem o assédio virtual e burnout digital.

1 – Estabeleça uma política clara de prevenção: Desenvolva e implemente uma política robusta que aborde especificamente o assédio virtual e o burnout digital. Certifique-se de que todos os funcionários estejam cientes da política, entendam suas diretrizes e consequências.

2 – Promova a conscientização e a educação: Realize treinamentos regulares para educar os funcionários sobre o qualquer tipo de assédio. Aborde as definições, os impactos e as formas de prevenção. Incentive a diversidade, a inclusão e a equidade.

3 – Crie canais de denúncia e procedimentos seguros: Estabeleça mudança efetiva para que os funcionários possam relatar casos de assédio virtual e buscar apoio em relação ao burnout digital. Garanta que esses canais sejam acessíveis e livres de represálias.

4 – Promova um ambiente de trabalho equilibrado: Incentivo ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Estabeleça políticas que incentivam os funcionários a desconectarem-se do trabalho fora do horário de expediente, a tirarem férias e cuidarem da sua saúde física e mental.

5 – Monitore e avalie constantemente: Esteja atento aos sinais de assédio virtual e burnout digital. Realize pesquisas de clima organizacional, promova estimativas regulares e esteja aberto ao feedback dos funcionários. Use essas informações para identificar áreas problemáticas e implementar medidas preventivas seguidas.

Lembre-se de que a prevenção do assédio virtual e do burnout digital requer um esforço contínuo. Ao adotar essas dicas, você estará criando um ambiente de trabalho saudável, seguro e produtivo para todos os colaboradores.

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