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sexta-feira, 1 de março de 2024

Ale Santos: O Escritor Brasileiro que Revoluciona a Ficção com o Afrofuturismo

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 O autor brasileiro Ale Santos, também conhecido como nome artístico, está criando um universo literário pop, nerd e profundamente brasileiro. Seu livro de ficção científica, intitulado “O Último Ancestral”, foi um dos finalistas do prestigioso prêmio literário Jabuti no ano passado.

A história do livro gira em torno de um grupo de jovens negros e socialmente excluídos que se rebelam contra uma ditadura tecnocrata que promove o segregacionismo racial. A obra recebeu ótima recepção do público, com uma classificação média de 4,8 em 5 estrelas na Amazon, com base nas avaliações de 398 pessoas. Ale Santos também compartilhou emocionantes novidades sobre o universo que está criando, revelando que está desenvolvendo um jogo de RPG baseado no livro, o segundo livro da saga será lançado em novembro e está buscando roteiristas para uma adaptação audiovisual.

“O Último Ancestral”, publicado pela editora Harper Collins em 2021, retrata a saga de jovens de Obambo, uma área periférica e pobre do distrito futurístico de Nagast. O autor incorporou referências da cultura negra brasileira ao utilizar elementos de mitologias brasileiras, como o congado, a cavalhada e a Festa de São Benedito, como inspiração para a narrativa. Ale Santos cresceu em uma região pobre conhecida como Morro do Itagaçaba, na cidade de Cruzeiro, São Paulo, e sua vivência nessas comunidades se reflete nos arquétipos de personagens e na ambientação de sua obra.

O estilo literário adotado por Ale Santos é chamado de “afrofuturismo”, que busca imaginar futuros possíveis através da perspectiva da cultura negra. Esse gênero tem ganhado popularidade, especialmente com produções hollywoodianas como os filmes da série Pantera Negra, de Jordan Peele e a série de TV Lovecraft Country. Ale Santos expressa sua preocupação de que a audiência esteja focada principalmente nas produções norte-americanas e busca trazer a perspectiva brasileira para o afrofuturismo, com influências como o samba e a cultura iorubá.

No Brasil, há poucos representantes desse gênero, mas nomes como Sandra Menezes e Lu Ain-Zaila também estão contribuindo para o afrofuturismo brasileiro com suas obras literárias, como “O céu entre mundos” e “Sankofia: breves histórias afrofuturistas”, respectivamente.

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