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sábado, 18 de maio de 2024

Oncologia pediátrica: as principais neoplasias malignas infantis

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A oncologia pediátrica é uma área da medicina que se dedica à prevenção, diagnóstico e tratamento de neoplasias malignas que acometem crianças e adolescentes. Esse tipo de câncer, apesar de raro em comparação com o câncer em adultos, é a primeira causa de morte por doença na faixa etária pediátrica. Neste artigo, serão apresentadas as principais neoplasias malignas que afetam as crianças e quais são os tratamentos disponíveis.

Leucemias

As leucemias são o tipo mais comum de câncer infantil. Elas se desenvolvem a partir das células precursoras dos glóbulos brancos (células do sangue). A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é a forma mais comum em crianças, representando cerca de 75% dos casos. A leucemia mieloide aguda (LMA) é menos comum, representando cerca de 15% dos casos. O tratamento da leucemia é feito por meio de quimioterapia e pode variar de acordo com a idade da criança, tipo de leucemia e outros fatores.

Tumores cerebrais e do sistema nervoso central

Os tumores cerebrais e do sistema nervoso central são o segundo tipo mais comum de câncer infantil. Eles se desenvolvem a partir das células que formam o cérebro e a medula espinhal. Os tumores cerebrais em crianças são mais comuns em áreas do cérebro responsáveis pela coordenação motora e função visual. O tratamento depende do tipo e tamanho do tumor e pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Tumores de Osso e Tecidos Moles

Os osteossarcomas (tumores ósseos) e sarcomas de tecidos moles (células do tecido adiposo, músculo, cartilagem) são menos comuns em crianças, representando cerca de 5% dos casos. O tratamento depende da fase do tumor e inclui cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Linfomas

Os linfomas são tumores que se desenvolvem nos gânglios linfáticos, que fazem parte do sistema linfático. Há dois principais tipos de linfomas: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin. O linfoma de Hodgkin é mais comum em adolescentes, enquanto o linfoma não-Hodgkin é mais comum em crianças menores. O tratamento depende do tipo e estágio do linfoma, mas geralmente inclui quimioterapia e radioterapia.

Retinoblastoma

O retinoblastoma é um tipo raro de câncer que afeta a retina. É mais comum em crianças com menos de 5 anos. O tratamento depende do estágio do tumor e pode incluir radioterapia, quimioterapia ou cirurgia.

Conclusão

A oncologia pediátrica é uma área da medicina que requer atenção e cuidados especiais, pois envolve a saúde e o bem-estar das crianças e adolescentes. Conhecer as principais neoplasias malignas que afetam essa faixa etária, bem como as opções de tratamento disponíveis, é fundamental para o diagnóstico precoce e a garantia de melhores resultados terapêuticos. Por isso, é importante que os pais estejam atentos aos sinais e sintomas apresentados pelas crianças e, em caso de qualquer suspeita, procurem um médico imediatamente.

Referências

Instituto Nacional de Câncer. Câncer infantil. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/cancer-infantil>. Acesso em: 17 fev. 2021.

Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica. Linfomas. Disponível em: <https://sbop.org.br/pais-e-familias/linfomas/>. Acesso em: 17 fev. 2021.

Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica. Tumores cerebrais. Disponível em: <https://sbop.org.br/pais-e-familias/tumores-cerebrais/>. Acesso em: 17 fev. 2021.

Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica. Tumores sólidos. Disponível em: <https://sbop.org.br/pais-e-familias/tumores-solidos/>. Acesso em: 17 fev. 2021.

Foto: freepik

 

Silmara Cristina de Azevedo

Enfermeira Auditora, Especialista em PSF,

Pós-Graduada em Docência do Ensino Superior,

Preceptora Uninove,

Docente Grau Técnico @compartilhar.saude

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