fbpx

Meia 92

sábado, 2 de março de 2024

OSESP com maestro Pierre Bleuse e pianista Alexander Gravrylyuk, e estreia do novo Quinteto OSESP

2022-08-26-quinteto-osesp-fotos-beatriz-de-paula-80

Orquestra apresenta programa com Prokofiev e Tchaikovsky, enquanto Quinteto Osesp toca obras de Mozart e Brahms; performances de sexta-feira (28/abr) da Osesp e de domingo (30/abr) do Quinteto serão transmitidas ao vivo no canal do YouTube.

 

Dando continuidade à Temporada 2023 – Sem Fronteiras, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp se apresenta na Sala São Paulo entre quinta-feira (27/abr) e sábado (29/abr) com o regente francês Pierre Bleuse – fazendo sua estreia em nosso palco – e o pianista ucraniano-australiano Alexander Gravrylyuk. O programa terá obras de dois grandes mestres: o Concerto para Piano nº 3, do ucraniano Sergei Prokofiev, e a Quinta Sinfonia do russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky.

Neste ano, nosso tradicional Quarteto está em ano sabático, mas a música de câmara continua presente com o novo Quinteto Osesp, formado pelas violinistas Amanda Martins e Sung Eun Cho, pelas violistas Maria Angélica Cameron e Sarah Nascimento, e pela violoncelista Jin Joo Doh, todas elas integrantes de nossa Orquestra. O novo corpo artístico abre sua série de recitais na Sala São Paulo no próximo domingo (30/abr), às 18h, com obras de Mozart (o “Quinteto de Cordas nº 3”) e Brahms (seu “Quinteto de Cordas nº 1”) no repertório. Vale lembrar que as performances da Osesp de sexta-feira (28/abr), às 20h30, e do Quinteto Osesp no domingo serão transmitidas ao vivo no canal oficial da Osesp no YouTube.

No Concerto para Piano nº 3 em Dó Maior, de Sergei Prokofiev (1891-1953), cuja estreia aconteceu em 1921 nos Estados Unidos, é impressionante a riqueza de nuances, os contrastes entre os gestos românticos e modernistas, as mudanças abruptas de caráter, o tenso e intenso diálogo entre piano e orquestra, bem como a unidade alcançada a despeito da enorme gama de materiais utilizados. As citações do passado romântico são realizadas com distanciamento, ironia e humor, não havendo qualquer espécie de apelo nostálgico.

Sinfonia nº 5 de Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) foi composta em 1888, quando o compositor estava com 48 anos de idade, no auge da carreira (ele morreria cinco anos depois). No arcabouço sinfônico consolidado pela tradição alemã, Tchaikovsky enfatiza o material melodioso, exacerba a dramaticidade, dá alguma voz solista a quase todos os instrumentos, reitera os temas copiosamente e se aventura em digressões emotivas arriscadas, mesmo aos ouvidos de um romântico europeu. A profusão de melodias populares russas e eslavas que Tchaikovsky disseminou pelos quatro movimentos está mais concentrada justamente no “Finale”. E, se nos detivermos nas demoradas notas no registro mais grave dos contrabaixos e fagotes ao fim do primeiro movimento, não será difícil ouvir ali a voz dos baixos profundos dos coros sacros da Igreja Ortodoxa russa.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Fundada em 1954, desde 2005 é administrada pela Fundação Osesp. Thierry Fischer tornou-se Diretor Musical e Regente Titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop, que agora é Regente de Honra. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Em 2016, a Orquestra esteve nos principais festivais da Europa e, em 2019, realizou turnê na China. Em 2018, a gravação das Sinfonias de Villa-Lobos, regidas por Isaac Karabtchevsky, recebeu o Grande Prêmio da Revista Concerto e o Prêmio da Música Brasileira. Em outubro de 2022, a Osesp estreou no Carnegie Hall, em Nova York, realizando dois programas – o primeiro como convidada da série oficial de assinaturas da casa, o segundo com o elogiado projeto Floresta Villa-Lobos.

Quinteto Osesp
Em ano sabático do Quarteto Osesp, a música de câmara continua viva com o novo Quinteto Osesp, formado pelas violinistas Amanda Martins e Sung Eun Cho, pelas violistas Maria Angélica Cameron e Sarah Nascimento, e pela violoncelista Jin Joo Doh, todas elas integrantes da Osesp. Ao longo de 2023 serão cinco concertos com obras de Mozart, Brahms, Dvorák, Mahler e Schubert nos programas, alguns com convidados. O Quinteto faz uma homenagem a um dos maiores músicos brasileiros com a Suíte Pixinguinha, arranjo encomendado ao clarinetista Alexandre Ribeiro, que também estará no palco – neste ano, lembramos dos 50 anos de morte de Pixinguinha. Celebrando o centenário de György Ligeti, ouviremos seu Quarteto de Cordas nº 2. Ainda em ritmo de comemoração, o Quinteto faz a estreia mundial de uma obra encomendada ao octogenário compositor brasileiro Aylton Escobar, com participação do tenor Jabez Lima.

Pierre Bleuse
O francês Pierre Bleuse é um dos maestros mais requeridos nas salas de concerto pelo mundo atualmente. É Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Odense (Dinamarca) e Diretor Artístico do Festival Pablo Casals (França), além de ter sido nomeado para um mandato de quatro anos, a partir da Temporada 2023-24, como Diretor Musical do Ensemble Intercontemporain. Na Temporada 2022-23, Bleuse retorna à Orquestra Nacional da França, à Sinfônica de Singapura, à Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse e à Janáček Philharmonic Orchestra, além de fazer sua esperada estreia junto à Osesp. O regente fundou, em 2008, a Musika Orchestra Academy (França), projeto social e educativo que fornece experiência orquestral e suporte profissional para jovens iniciantes no mundo da música de concerto.

Alexander Gravrylyuk
O pianista ucraniano Alexandre Gavrylyuk atingiu reconhecimento internacional por suas performances eletrizantes e poéticas, desde sua estreia de grande repercussão, em 2017, no festival BBC Proms (Inglaterra). Desde então, tem se apresentado com algumas das maiores orquestras do mundo, como as Filarmônicas de Nova York, Los Angeles, Bergen e Israel, as Sinfônicas de Chicago e Viena e a NHK (Japão). Ao longo de sua carreira, venceu várias premiações, como os Concursos Internacionais de Piano Horowitz (1999), Hamamatsu (2000) e Arthur Rubinstein (2005). Dentre seus muitos discos gravados, está a integral dos Concertos para Piano de Prokofiev com a Sinfônica de Sydney, sob regência de Vladimir Ashkenazy (Triton, 2010-11). É um dos artistas da emblemática fábrica de pianos Steinway & Sons.


PROGRAMAS

TEMPORADA OSESP: PIERRE BLEUSE E ALEXANDER GAVRYLYUK

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PIERRE BLEUSE 
regente
ALEXANDER GAVRYLYUK 
piano
Sergei PROKOFIEV | Concerto nº 3 para Piano em Dó Maior, Op.26
Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY | Sinfonia nº 5 em Mi Menor, Op.64

TEMPORADA OSESP: QUINTETO OSESP

QUINTETO OSESP
Wolfgang Amadeus MOZART | Quinteto de Cordas nº 3 em Dó Maior, KV 515
Johannes BRAHMS | Quinteto de Cordas nº 1 em Fá Maior, Op.88

SERVIÇO

27 de abril, quinta, às 20h30
28 de abril, sexta, às 20h30 – Concerto Digital
29 de abril, sábado, às 16h30
30 de abril, domingo, às 18h00 [Quinteto Osesp] – Concerto Digital
Endereço: Sala São Paulo | Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos
Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: Entre R$ 50,00 e R$ 258,00 [Osesp] e entre R$ 60,00 e R$ 143,00 [Quinteto Osesp] (preços inteiros)
Bilheteria (INTI): Neste link
(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners.
Estacionamento: R$ 28,00 (noturno e sábado à tarde) e R$ 16,00 (sábado e domingo de manhã) | 600 vagas; 20 para portadores de necessidades especiais; 33 para idosos.

* Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Sala São Paulo é um equipamento do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, gerenciada pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Conteúdo Relacionado