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sexta-feira, 1 de março de 2024

Massoterapia com inteligência artificial?

Mayo Clinic

Receber uma massagem de um robô pode parecer algo saído de uma história de ficção científica, mas essa pode ser uma realidade em um futuro não muito distante. A Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, está estudando a possibilidade de usar a massagem robótica como resposta para o alívio da dor dos pacientes e para amenizar a carga de trabalho da equipe.

Este é o EMMA. EMMA significa Expert Manipulative Massage Automation (automação de massagem manipulativa especializada). É um robô projetado para aplicar uma forma terapêutica de massagem chamada Tui-Ná.

“Algumas pessoas a chamam de Massagem chinesa, mas na verdade é uma abordagem muito abrangente usada principalmente para problemas nos músculos e no alinhamento muscular”, diz o Dr. Brent Bauer, médico da área de medicina interna geral da Mayo Clinic.

A Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, estuda atualmente o uso da Tui-Ná para pacientes com dor lombar crônica não específica.

“Se o estudo for positivo e dissermos: ‘Sim, a Tui-Ná pode ser um tratamento muito bom para muitas pessoas com dor lombar crônica.’ Bom, essa é metade da população terapêutica, não temos especialistas em Tui-Ná suficientes nem para atender metade das necessidades”, diz o Dr. Bauer.

É nessas situações que o EMMA ou a massagem robótica podem ajudar complementando parte do trabalho.

“Queremos que o terapeuta faça a maior parte da avaliação e do posicionamento, mas o robô pode assumir a parte repetitiva do trabalho”.

O sistema de inteligência artificial do EMMA usa sensores para medir a rigidez muscular e calcular os pontos de acupuntura no corpo de cada pessoa. A Mayo Clinic espera liderar o caminho realizando avaliações clínicas do EMMA.

“Muitos dos nossos pacientes não obtêm alívio total ou tratamento total se limitarmos isso ao que temos em nossa caixa de ferramentas convencional. É por isso que adoro a ter a possibilidade de simplesmente dizer: ‘Bem, também temos acupuntura. Temos massagem baseada em evidências. Teremos, talvez, a Tui-Ná em um futuro próximo”, diz o Dr. Bauer.

“Isso não quer dizer que iremos substituir a medicina convencional. A ideia é agregar. Estamos integrando o melhor dos dois mundos.”

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