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sexta-feira, 1 de março de 2024

VIDA BILÍNGUE – Gramática + vocabulário + vida real = fluência pra vida

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Tem uma pergunta que eu acho bastante importante pra gente se fazer: pra que é que eu estudo outro idioma? As respostas podem até variar, mas o objetivo principal de praticamente todo mundo é: (além de) porque gosto, pra se comunicar, pra resolver pequenas questões do dia a dia, e se nossa estadia no país da língua for a longo prazo, pra viabilizar a vida mesmo, pra assinar um documento e entender o que se assina, pra solicitar um serviço de saúde num momento de necessidade, pra entender as regras do mercado de trabalho em que estamos nos inserindo, pra podermos competir em melhores condições por um emprego, enfim… uma gama de aspectos da vida real.

Partindo deste princípio, precisamos pensar na língua como uma engrenagem formada por diversas peças: a gramática, o vocabulário, a pronúncia, a capacidade de entendimento geral, a escrita, a compreensão auditiva e a oralidade. Língua é um conjunto de coisas, que a gente vai estudando e vai desenvolvendo. Sem perceber vamos adquirindo mais naturalidade e fluência.

Então, o que estudar num curso de idiomas – seja inglês, espanhol, coreano, japonês – pra desenvolver uma boa capacidade de comunicação? Minha resposta é: tudo. Não existe esse negócio de “ah, não quero ver gramática, só conversação”, ou “ah, não quero saber escrever, só conversação”. Conversação – foco de dez entre dez estudantes de um idioma –  é maravilhoso! As aulas são deliciosas! Mas para que sejam desenvolvidas com qualidade, precisamos de outras peças da língua.

No dia a dia das minhas aulas, eu ensino de tudo. E abordamos todos os assuntos que se possa imaginar. Mas tem uma atividade que faz um baita sucesso: é a simulação da vida real, prática que pode estar inserida dentro de uma aula de conversação ou mesmo na roupagem de pequenas situações propostas. E como funciona? A gente simula entrevistas na imigração do aeroporto (e eu pego os meus alunos de surpresa nessa atividade, não aviso nada pra ninguém), também simulamos pequenas situações do dia a dia para os alunos resolverem. Eu explico o problema em português e o aluno vai ter que resolver em inglês. É tradução? NÃO! E eu não uso o inglês pra dar instruções pro aluno justamente pra não entregar o caminho da solução que o aluno tem que achar por si só.

Essa atividade faz sucesso com crianças, jovens, adultos, no presencial, no online, em todos os níveis do básico ao avançado. Os alunos adoram! São vários os problemas propostos. Por exemplo: “Você está hospedado no hotel, mas seu chuveiro deu problema. Você tem que comunicar o fato à recepção. O que você diria à recepcionista? Como você começa esta conversa?” Dentre outras inúmeras situações.

Com esta atividade, o aluno percebe que a língua é uma poderosa ferramenta para solucionar sua vida desde as situações mais simples às mais complexas. Assistir a um documentário, participar de uma discussão sobre desastres naturais, turismo, história, ou resolver pequenas coisas que fazem parte da nossa rotina.

Então já sabem: estudar um idioma não significa focar numa única competência. Significa juntar todo o conhecimento que adquirimos e torná-lo funcional. O resultado disso é uma vida comunicativamente mais fácil no outro idioma e, de quebra, um prazer imenso por estar conquistando a independência numa nova língua.

 

 

Denise Domingues é jornalista, graduada em História

e atua como English teacher desde 2005.

Está no mercado como profissional independente desde 2011.

@teacher_domingues_denise

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