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Meia 92

domingo, 3 de março de 2024

União de artistas à OMB-SP fortalece a difusão da música nordestina

OMB

Carregando o lema “o músico em primeiro lugar”, a Ordem dos Músicos do Brasil de São Paulo (OMB-SP) reuniu personalidades da música e da cultura que têm lutado em prol da visibilidade à cultura nordestina. Cantores, compositores, empresários e poetas compareceram ao restaurante Panelão do Norte para serem homenageados por seu engajamento.

Entre os honrados estavam figuras conhecidas como Anastácia, apelidada de “Rainha do Forró”, ex-companheira de Dominguinhos; o neto de Luiz Gonzaga, Daniel Gonzaga, cantor e compositor; Sarah Brasil, cantora, compositora e curadora do evento; Dr. Samir Selman Jr, especialista em leis de incentivo à cultura e captador de investimentos para pequenos e médios artistas e vários outros homenageados.

Além de ser um meio de honrar o legado dessas pessoas, como disse o presidente da OMB-SP, Marcio Teixeira, a cerimônia serviu como um despertar da Ordem dos Músicos. Quem afirma esse fato é o advogado Samir Selman Jr. músico profissional desde 2001 e advogado com ampla atuação em leis de incentivo.

Samir Selman observou a necessidade de artistas em despontar na indústria fonográfica por conta da falta de oportunidades e, a partir desse ponto, se especializou em captação de investimentos. “Especializei-me em como trazer dinheiro de fora da área da cultura para dentro desse ramo para valorizar os músicos e artistas. O trabalho que realizamos consiste em dar oportunidade a pessoas que têm uma arte maravilhosa para apresentar para o mundo, mas não possuem oportunidades.”

O advogado conta que atualmente está acontecendo um trabalho da entrada de novas leis de incentivo para fazer com que as empresas patrocinadoras enxerguem locais mais marginalizados. O grande entrave, entretanto, entre esse pequeno artista e as plataformas de streaming, que alavancam a carreira de muitos artistas, é a falta de profissionalização.

“O pequeno artista, por exemplo, não tem a oportunidade de estudar como funciona o streaming. Como ele vai se colocar no mercado se ele não possui esse conhecimento?”, questiona Samir. Assim, ele complementa que o primeiro trabalho a ser feito é profissionalizar aquele que entende pouco do mercado para que ele consiga correr junto com artistas mais conhecidos, e isso não se faz com dinheiro, se faz com educação.

Quem se sente engajada com as ideias do projetista da lei Rouanet é a cantora Anastácia. Ícone de uma geração de forrozeiros, ela afirma: “acho maravilhoso estar reunida com pessoas que batalham pela música brasileira, e a Ordem dos Músicos tem prestado esse serviço. Sou filiada à Ordem desde 1961, e hoje, aos 82 anos, continuo acreditando que esse pessoal que compõe esse todo está sempre voltado para os interesses maiores da cultura e da musicalidade brasileira.”

A Rainha do forró se declara uma mãezona da música nordestina, pois começou a gravar na década de 1960. Mais de 60 anos depois,  continua fiel ao seu estilo musical, fazendo de tudo para que a música nordestina se perpetue, pois a enxerga como “uma das mais lindas do mundo.”

Em suma, o trabalho de unificação de artistas nordestinos pode fazer com que novos talentos da música nordestina carreguem esse estilo, como Anastácia, Gonzaga e Dominguinhos carregaram no passado.

Segundo Selman “eles já existem, mas estão sem acesso para chegar às redes sociais ou ao streaming. Antigamente um artista ficava conhecido no ‘boca a boca’, hoje, porém, essa classe depende das redes sociais, das plataformas, e quem não tem acesso muitas vezes são aqueles que estão mais distantes dos grandes centros. Então, mostrando a essas pessoas tão talentosas o caminho, certamente o restante elas vão conseguir realizar.”

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