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sexta-feira, 1 de março de 2024

Kondzilla discute sobre o cenário midiático das periferias brasileiras no primeiro dia da Expo Favela

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Na manhã desta sexta-feira (17), a cidade de São Paulo sediou a abertura da Expo Favela 2023. O evento, que ocorre entre os dias 17 e 19 de março, no WTC Events Center, é uma iniciativa que acontece em vários estados brasileiros e que busca, sobretudo, promover a visibilidade de empreendedores e startups que possuem origem nas favelas do Brasil.

Uma das ideias deste evento é convidar grandes nomes do mercado empreendedor para apresentar as maneiras que conseguiram revolucionar as suas “quebradas” através dos seus empreendimentos.

Konrad Dantas, mais conhecido como Kondzilla, foi o nome do primeiro dia e discutiu sobre a trajetória da sua carreira e o cenário do mercado audiovisual dentro das comunidades brasileiras. O empresário, que atualmente é um dos maiores nomes do mercado midiático brasileiro, fez um parâmetro de toda a sua vida empreendedora, desde o início dos seus trabalhos, até a sua ascensão no ramo.

“No início eu fazia a direção de clipes por mil reais. Para a galera que dizia que não tinha essa quantia, eu cobrava oitocentos reais e pedia em troca uma permuta de divulgação do meu trabalho por essas companhias”, diz Kondzilla ao resgatar da sua memória os seus primeiros passos neste mercado.

Kondzilla também destacou a importância que o funk tem em estruturar e consolidar a cultura nacional, apelidada por ele como “cultura da periferia”, e buscar revolucionar, através dos sons da quebrada, o atual cenário artístico-musical.

O empresário também implicou sobre como o funk, que ainda é um ritmo muito marginalizado, se formou, e, a partir disso, como se deu a ascensão de seu império.

“Quando nós falamos sobre o funk, eu penso sobre até onde nós podemos chegar com isso. Eu acredito muito que o nosso país pode se beneficiar ao retratar, de forma artística, a realidade que nós temos aqui nas periferias. Ao longo de toda a minha carreira, eu venho trabalhando muito para mostrar que o funk é a música eletrônica original do Brasil”, conclui Kondzilla

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