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terça-feira, 25 de junho de 2024

Jovens se mobilizam para ajudar moradores vítimas das enchentes no litoral norte de São Paulo

Voa

Os moradores vítimas das enchentes estão vivendo em zona de guerra desde o dia 19 de fevereiro, com familiares perdidos, casas destruídas e a vida partida por uma tragédia. Neste cenário de caos, jovens do projeto VOA – Vibre Ondas de Amor atuam em uma logística comunitária para ajudar e salvar pessoas.

Esses jovens, em 2020, se reuniram para o enfrentamento à Covid-19 na região da costa sul de São Sebastião. Agora, com o ocorrido no litoral norte, eles se potencializaram e hoje são mais de 200 pessoas assumindo uma rede colaborativa que já arrecadou mais de 350 mil em dinheiro, além de mobilizar uma evacuação por áreas marinhas, envolvendo pescadores locais, comunidades e veranistas no escoamento das doações.

“Imediatamente, na manhã depois da enxurrada, o VOA foi reativado e ganhou potência em uma rede colaborativa e extremamente proativa para trabalhar na situação emergencial no litoral norte de SP. E, diariamente, está construindo equipes, logísticas, organização, frentes de trabalho e comunicação, e também desenhando planos de ação para o futuro. Não é um cenário que acaba hoje, e nem na semana que vem”, conta a idealizadora do VOA, Sofie Wolthers.

O que aconteceu na noite do dia 19 de fevereiro foi de longe a expressão mais intensa da força da natureza que já passou pelo litoral norte. Uma noite e uma madrugada inteira de chuva ininterrupta e devastadora. Os rios transbordaram, morros deslizaram e, como resultado, centenas de famílias perderam tudo. A situação no local é triste e sem precedentes.

O momento não poderia ser diferente e exige a retomada das atividades pelo VOA. Desde o primeiro dia, os voluntários e moradores, que também foram impactados, e estão na região, iniciaram a mobilização com a compra de mantimentos, ajuda no socorro e salvamento, organização de abrigos e creches, pontos de alimentação etc.

De forma imediata, orgânica, intensa e extremamente colaborativa, a rede gerou pontos de coleta por São Paulo, outras cidades e até estados. Ainda foram formadas diferentes ferramentas de acesso para ajudar a comunidade – Chave PIX, força humana no front, profissionais voluntários, como jornalistas e surfistas.

Dos pontos de arrecadação em SP e outras cidades, todas as doações estavam sendo direcionadas para a base do VOA na Igreja Assembleia de Deus em Juquehy, na Marinella na Barra do Una e na Ilhabela. E de lá, tudo era selecionado e organizado para as outras praias ao redor. O transporte estava sendo feito principalmente pelo mar, por meio de barqueiros locais. ”Somos uma grande rede interconectada”, afirma Sofie Wolthers.

As doações são desde mantimentos, alimentos, colchões, roupa de cama, roupas em geral, medicamentos, material de primeiros socorros, produtos de limpeza, entre outros.

O VOA segue mobilizando pessoas, ajudando nas escavações, coletando, transportando e alocando doações para as famílias mais afetadas de toda região da Costa e Sertão nas entranhas de Juquehy, Barra do Sahy, Camburi e Boiçucanga.

“Estamos vivenciando a força de uma comunidade para se reconstruir, porém as bases governamentais precisam estruturar planos de emergências comunitários em cada bairro e fortalecer linhas de financiamento também para o longo prazo, em parcerias com as ONGs locais, coletivas e lideranças. Nós somos comunidade. Nós temos as palavras das necessidades reais e locais”, finaliza a voluntária Kalina Juzwiak.

Para quem tem interesse em ajudar o VOA, foi criada uma conta no site Doação Legal para  situação emergencial. Para doar basta acessar o link https://doacaolegal.com.br/c/voa-juquehy-fase-vermelha.

As doações em dinheiro estão sendo usadas para emergências dentro da linha de frente, e uma parte está sendo separada para outras fases de reconstrução da área.

Toda ajuda é de extrema importância. A situação ainda é emergencial, com mais chuvas chegando. A ajuda financeira é para curto, médio e longo prazo.

 

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