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sábado, 24 de fevereiro de 2024

Conheça a história Frankenstein, o “prometeu moderno”

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A história retrata a vida do jovem cientista Victor Frankenstein. Nascido em Genebra, foi iniciar seus estudos em Ingolstadt, onde ele despertou o seu interesse pela química, se tornando obcecado em dar vida em matérias inanimadas por meios artificiais. A partir dai, ele desenvolveu a ideia do seu grande feito no mundo da ciência: fazer com que uma matéria a sete palmos abaixo da terra retorne a vida.

   

Seu trabalho é intenso, Victor passa dois anos se dedicando intensamente para a criação de sua criatura. Ele se deu ao esforço de invadir os cemitérios, violar as sepulturas e dissecar os cadáveres em diferentes partes.

Foi até que então, depois de muito trabalho árduo; ele viu ali, bem na sua frente, o resultado dos seus dias de labuta e das suas noites em claro. A criatura estava pronta. Era enorme! suas simetrias eram desiguais e as suas formas eram totalmente desproporcionais a de um ser humano. O jovem cientista ficou assustado com a sua criação. Como poderia ele, ter conseguido trazer uma matéria morta de volta a vida? era inovador, mas também era assustador.

A partir daí, o enredo da história se desenrola. A criatura é abandonada pelo próprio criador. Frankenstein não se aguentou e precisava se livrar um pouco da visão daquele “demônio”. Assim, ele se encontra com o seu melhor amigo (que estava até pouco tempo na cidade com ele) e parte para a sua terra natal, afim de visitar a sua família e colocar as coisas da sua cabeça em ordem. Estava perturbado. Foram dias de viagem, até que ele finalmente chega na cidade, mas o clima ali não era aquele que ele estava esperando – caloroso, alegre, acolhedor -, e sim, de total luto e de tristeza.

 Will, o irmão caçula de Victor – o querido da família. A criança mais pura e adorável que poderia existir, aquela a qual cativava o amor e o encanto por todas aquelas pessoas que o circundava – fora encontrado no bosque, morto, com sinais de estrangulamento. O acontecimento abalou à todos, e duas perguntas martelavam a cabeça daquelas pessoas: Quem, com tamanha frieza e maldade, seria capaz de matar brutalmente um ser tão puro como aquele? e por qual finalidade?

Embora as pessoas não chegassem à uma resposta, Victor já tinha claramente em mente o responsável pela morte do seu irmão caçula. Ele já tinha em mente que a criatura havia matado o seu irmão.

Esse é o ponto chave para o desenvolvimento da história. A partir daí, Frankenstein sai à caça de sua criatura para botar fim no ressentimento dentro de seu peito e decretar uma vingança.

Um ponto que achei interessante nessa história é a capacidade que nós temos em compreender o lado do inimigo. No livro, o próprio monstro relata como o seu processo de socialização com os seres humanos foi um desastre. Ele era rejeitado por todos. Não era aceito em nenhum lugar que fosse. Teve que se isolar das cidades, em seus esconderijos na natureza, onde em um deles ficava observando uma família que morava bem próxima ao seu abrigo, a qual aprendeu muito sobre os hábitos humanos – principalmente o domínio da lingua falada – mas como de costume, foi rejeitado por ela quando tentou se juntar àquelas pessoas.

O ressentimento cresceu, a criatura então ja estava prestes a decretar vingança contra toda a raça humana. Ele queria experimentar o amor. Todas as espécies de seres vivos ao seu redor viviam este sentimento. Mas ele era sozinho. Rejeitado. Esquisito. (Dentre outros vários adjetivos pessimistas). A criatura já estava farta disso tudo. Restava-lhe apenas uma esperança: procurar o seu criador, e lhe pedir que faça uma criatura semelhante a ele. Que seja deformada, esquisita e que tenha tamanhos desproporcionais de um ser humano. Ele só queria alguém semelhante a si mesmo para que pudesse vivenciar uma vida digna de deleite e de amor puro. O cientista a princípio, negou a ideia, Frankenstein queria dar fim a sua criatura, por que criar outra semelhante a este demônio? Isso seria burrice.

Com muito custo, o cientista foi convencido a criar uma parceira para a sua criatura, chantageado pela promessa de que o demônio sumiria para sempre da vida do cientista caso ele tivesse a sua tão desejada parceira. Caso contrário, a criatura perturbaria para sempre a vida de seu criador, incluindo o risco de vida que passaria a ter os seus amados familiares e amigos. Contudo, depois de um tempo, quando a outra criatura já estava em processo de formação, Frankenstein se deixou levar pelo pensamento de que a sua atitude era egoísta. Ele não podia colocar em risco toda a humanidade, criando criaturas como aquelas, para suprir um interesse própio. Com uma fúria de raiva, ele se desfez de todos os seus feitos da nova criatura e de prontificou a nunca mais fazer uma coisa como aquela.

Como esperado, o demônio fez um alvoroço na vida de Frankenstein. Sem a sua parceira, ele não conseguiria desfrutar do amor. Portanto, decidiu guerrear contra a humanidade, principalmente dos mais chegados ao cientista.

 O final é retratado com uma perseguição de Frankenstein com a sua criatura. Eles partem para o norte. O cientista estava disposto a acabar com a vida daquela raça maldita a qualquer custo, depois de perder a sua esposa e entes queridos pelas mãos dela. Contudo, ele ja estava debilitado, e morre dentro da embarcação de um companheiro que encontrou pelo polo norte. E no momento após sua morte, a própa criatura aparece para se despedir, ressentidamente, de seu criador. Após isso, o monstro some do mapa, e diz colocar fim a sua própria vida.

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