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sábado, 18 de maio de 2024

5 dicas para usar o simulado de forma efetiva nos estudos

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Engana-se quem pensa que um bom plano de estudos é baseado apenas em conteúdos, e que todos os estudantes devem seguir o mesmo cronograma, a mesma divisão e dedicação a cada disciplina. A individualidade é peça-chave nesse processo, e as necessidades e objetivos de cada vestibulando precisam ser consideradas no caminho rumo à aprovação.

 

Entretanto, existe um elemento que não deve ficar de fora da rotina de estudos de nenhum aluno: o simulado. A prática da realização de provas é indispensável para os vestibulandos, de acordo com o professor Michel Arthaud, professor de Química da Plataforma Professor Ferretto – focada na preparação para o Enem e vestibulares, que hoje conta com cerca de 50 mil alunos de todo o Brasil.

 

“Os simulados são a única forma de você testar se o conhecimento teórico foi realmente absorvido. Mas a ‘prova’ por si só, não quer dizer muita coisa e merece uma atenção extra. Às vezes o aluno está ali, de uma forma imatura escolhendo qualquer alternativa e simplesmente marcando, e só isso não é o suficiente para garantir melhora no desempenho’’, explica o docente.

 

Pensando nisso, Arthaud listou 5 dicas para ajudar os estudantes que ainda não sabem como usar os simulados de maneira realmente efetiva:

 

Fortaleça sua base teórica

 

Para evitar o sentimento de desmotivação ao olhar para as questões e perceber que não se compreende nada – ou muito pouco – do conteúdo, é essencial que a teoria esteja fixa na memória do aluno. Assistir a vídeo-aulas, fazer resumos e mergulhar em leituras são excelentes exemplos de como fortalecer a base teórica.

 

‘’Muitas vezes, o treineiro dá um passo maior que a perna ao tentar pular direto para os exercícios. Antes de qualquer coisa, foque no conteúdo, entenda e estude, invista o seu tempo naquilo que está lhe faltando”, aconselha o professor.

 

Cronometre o tempo das provas

 

O termo ‘’simulado’’ não é à toa. O estudante precisa de fato, simular que está realizando uma prova, e definir um tempo limite é extremamente importante para ir se adaptando a pressão dos vestibulares e também, pegar o ritmo dos exames, que normalmente, disponibilizam uma média de 3 ou 4 minutos por questão.

 

‘’Se você não testar o tempo do seu simulado, em nenhum momento você vai conseguir fazer a prova do Enem, por exemplo, da forma que é exigida, que é muito rápida e ainda conta com a redação. Ao cronometrar os minutos utilizados para cada questão, o aluno adquire uma experiência bônus que faz toda a diferença lá na frente”, destaca o professor.

 

Analise as questões minuciosamente

 

Esse ponto é sempre válido de ‘puxões de orelha’, pois é muito comum situações em que o estudante sabe a resposta correta, mas por falta de atenção, acaba marcando a alternativa errada. ‘’Nada de deixar a ansiedade falar mais alto, respire, leia o enunciado, faça uma breve reflexão sobre as alternativas e aí sim, marque a alternativa”, recomenda.

 

Fazer um simulado “por fazer”, sem se dedicar verdadeiramente ao teste – que não é só de conhecimento, mas físico e psicológico também – não irá te ajudar a evoluir, parece óbvio, mas o aluno precisa depositar toda sua dedicação e seriedade nesse momento.

 

Invista na correção

 

Simulado respondido, acabou o trabalho? Não! O professor de química ressalta que a correção é a etapa de maior relevância durante todo o processo. Nesse momento, a cada acerto ou erro, é preciso se questionar o que o fez chegar àquela resposta.

 

‘’Essa é a etapa mais trabalhosa, mas é esse ponto de virada que os treineiros precisam para se tornarem cada vez melhores; contabilizar quantas questões tiveram um resultado positivo e negativo, e assim,  mapear onde as dificuldades estão persistindo”, aponta ele.

 

Se necessário, volte para a teoria

 

Após a correção, se o aluno perceber que não atingiu o resultado esperado, é preciso refletir sobre o que pode ter prejudicado. Em alguns casos, o estudante pisa na bola por conta do nervosismo, pressa, ou simplesmente porque algum conteúdo não foi totalmente absorvido. A partir disso, é criada a consciência do que precisa ser aperfeiçoado.

 

‘’Ao longo da jornada até a aprovação, a teoria será revisitada diversas vezes, e uma frase que tem que ficar guardada na cabeça é: Errar é bom, é no erro que a gente aprende. Se você só acertar, isso não vai te fazer bem, porque você vai acabar tendo a falsa impressão de que sabe de tudo. Agora se você erra e verifica o motivo, é aí que você nota que conseguirá superá-lo e crescer através disso.” comenta Arthaud.

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