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terça-feira, 25 de junho de 2024

VIDA BILÍNGUE – Será o intercâmbio internacional o segredo da fluência?

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Esta é a pergunta que não quer calar quando o assunto é fluência no inglês, mas muita, muita gente mesmo acha que já tem a resposta pra esse enigma: “Sim! (diriam muitos) Só com intercâmbio no exterior a gente atinge a fluência no idioma, óóóóóbvio!”

E eu escrevo isso meio que rindo, minha gente, porque a grande verdade é: (sentem-se, por favor!) Não! Nem só de intercâmbio vive a fluência.

Agora que o enigma foi desvendado, a gente entra um pouco mais a fundo nessa questão. Para entender melhor como o intercâmbio pode contribuir para o nosso desenvolvimento no idioma, apresento a vocês o meu amigo Ivan Tagliaferro.

O Ivan é um profissional de excelência da área de intercâmbios, que em sua jornada já visitou 79 países pelo mundo. Fundador da EE Intercâmbios, cuja sede fica em Mogi Mirim (SP), ele vem atuando desde 2010 como agente facilitador na área de intercâmbios internacionais. Além disso, é professor e pesquisador na aquisição de língua estrangeira na Universidade de São Paulo (USP).

O Ivan concedeu uma entrevista à Sabrina Dal Bo, do Sabrina Dal Bo English Institute, em que explica que dá, sim, pra ficar fluente no inglês (ou em qualquer outro idioma) sem nunca ter feito intercâmbio ou morado fora. Essas duas experiências entram como complementos, funcionam como um plus, mas não são essenciais para se chegar à fluência.

O melhor caminho, segundo o Ivan, é a gente estudar bastante o inglês no nosso país, e depois partir pra fora. Segundo ele, se o interessado em fazer o intercâmbio tem pouca ou nenhuma noção de inglês, melhor repensar o processo. “Intercâmbio é pago em dólar, não é barato. Então tem que valer a pena. Se o intercambista vai com o básico e fica pouco tempo, volta bem frustrado”, alerta.

Ele explica que quando você faz um intercâmbio, você está fazendo, na verdade, uma troca. E troca de quê? Cultura! Aí entra a questão do inglês básico ou inglês nenhum, se a pessoa está nesse nível tão inicial, vai trocar cultura como? A chance de se voltar sem o inglês e sem a cultura, segundo ele, é imensa!

“A gente tem que ter em mente o seguinte: intercâmbio não é um processo milagroso, e sim algo complementar, especialmente na área cultural.” Falou e disse o mestre Ivan!

Fecho esta coluna de hoje com duas dicas maras!!! do Ivan pra você que está pensando em iniciar os seus estudos no inglês – ou qualquer outro idioma. Guarde essas duas palavras-chave: disciplina e responsabilidade.

“Motivação nem sempre funciona nessa jornada, mas a disciplina sempre vai funcionar. É pela disciplina que você alcança os seus objetivos. Nem sempre vai ser gostoso, mas tem que fazer. Também é fundamental sermos responsáveis pelo processo do aprendizado. Entender que o professor é um facilitador, mas quem aprende é você. E, para aprender, é preciso querer.”

Fecho esta coluna grata demais pelos sempre imprescindíveis ensinamentos que o Ivan Tagliaferro nos traz e também à Sabrina Dal Bo, do Sabrina Dal Bo English Institute.

Denise Domingues é jornalista, graduada em História

e atua como English teacher desde 2005.

Está no mercado como profissional independente desde 2011.

@teacher_domingues_denise

www.denisedoremi.wixsite.com/dominguesdenise

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