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sábado, 15 de junho de 2024

VIDA BILÍNGUE – Excuse me, do you speak English?

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Eu começo esta coluna me lembrando de um episódio dramático, ocorrido no ano de 2018, na Tailândia. Doze meninos adolescentes e um professor  ficaram presos em um complexo de cavernas e corriam risco de morrer, pois o nível da água, em função das chuvas na região, ia subir muito e, por fim, ceifaria a vida dos garotos, que morreriam afogados. E isso tudo ocorreria em questão de horas. No livro “Os meninos da caverna”, o jornalista Rodrigo Carvalho, correspondente da Globonews – e a quem eu tive a honra de entrevistar por conta exatamente de seu livro – conta essa estória dramática. Carvalho fez a cobertura no local e acompanhou tudo de perto. Talvez você também se lembre desse drama, que foi amplamente acompanhado pela mídia mundial.

Mas o que é que essa estória tem a ver com o título desta coluna? (você deve estar se perguntando). Vou explicar. Para retirar os meninos da caverna foi necessária a mobilização de mergulhadores e especialistas no assunto de diversos países: além da Tailândia, países como Inglaterra, Bélgica, Dinamarca, Austrália, Finlândia e Canadá enviaram experts para ajudar no resgate. Com tantas nacionalidades diferentes envolvidas numa operação de guerra e limítrofe, a língua falada entre eles era uma só: inglês. E dentre os doze garotos, apenas um deles falava o idioma. Adul Sam-on, de 14 anos, foi o único que se comunicou com os mergulhadores ingleses que os encontraram em uma câmara de ar na caverna. Ele virou o porta-voz dos meninos da caverna durante toda a operação.

Retomo essa estória dramática, porém com final feliz, para colocar o idioma inglês – hoje o mais falado no mundo – no seu merecido lugar: inglês não é glamour, gente! Inglês é ferramenta. E enquanto uma ferramenta importante de comunicação, pode ajudar de inúmeras formas ao longo de nossas vidas: no trabalho, nas viagens, em situações de perigo, para orientar pessoas, para salvar pessoas…

Foi numa situação de necessidade que a minha aluna Tamara Azevedo entendeu o impacto do idioma inglês na vida. Fiz uma pequena entrevista com a Tamara, na qual ela discorre sobre o seu medo inicial (na verdade pavor, sejamos sinceros!) de falar inglês, e conta suas experiências na cidade de São Paulo, cruzando com estrangeiros no caminho de casa para o trabalho, e finalmente colocando em prática os seus conhecimentos para ajudar essas pessoas.

 

VIDA BILÍNGUE: Como é estudar inglês pra você e como isso impacta sua vida positivamente?

“Hoje eu vejo que pra mim estudar inglês não é questão de achar um idioma bonito ou de querer ter acesso a um serviço ou produto melhor, e sim uma necessidade para o meu agora e meu futuro. O inglês vem sendo essencial, pois hoje eu consigo entender o idioma. Claro que ainda tenho algumas dificuldades, mas posso me comunicar e me informar. Ele está me ajudando no meu crescimento pessoal, com ele eu consigo expandir meu habito de ver notícias internacionais, assistir a um filme sem legenda, consigo entender músicas e aprender cada dia mais.”

 

VIDA BILÍNGUE: Em mais de uma ocasião você cruzou com estrangeiros nas ruas de São Paulo que estavam meio “perdidos” na cidade e, utilizando o inglês, você os auxiliou. Conta pra gente um pouco dessa experiência, como você se sentiu durante e depois?

“Recentemente tive a oportunidade de ajudar dois cidadãos egípcios na estação Barra Funda do metrô. Eu voltava do trabalho quando os encontrei na estação e eles me pediram ajuda. Do nada, eu escutei atrás de mim uma voz dizendo: ‘EXCUSE ME, DO YOU SPEAK ENGLISH?’

Meu primeiro impulso foi querer correr, falar que eu não sabia absolutamente nada ou ligar para minha teacher!!!  Eu entrei em desespero, e nesse momento as palavras sumiram da minha cabeça. Mas me lembrei dos conselhos da minha teacher. Ela sempre diz que em situações inesperadas você não precisa falar bonito, o objetivo é resolver a questão.

Então eu mantive a calma e pedi alguns segundos para eles. Consegui manter uma conversa curta e explicar como eles chegariam até o destino desejado. Acabamos até falando de outras coisas. Claro que não foi uma conversa cheia de detalhes, mas ao final consegui ajudá-los. Sem dúvida foi uma experiência maravilhosa e gratificante, pois no momento em que eu percebi que eu havia conseguido entender e ajudar um estrangeiro, eu chorei de felicidade, pois pensei: sou capaz. Quando iniciei o curso de inglês em 2019, eu nem sabia contar até o dez. Eu frequentava as aulas por obrigação e contava os minutos pra ir embora. As explicações iam rolando e eu só conseguia entender blá, blá, blá…  Hoje, após quatro anos, eu vejo o quão importante e necessário é o inglês em minha vida e como eu evolui.”

VIDA BILÍNGUE: Como você imagina que o inglês poderá impulsionar sua vida e sua carreira no futuro?

“Além de ser um diferencial para abrir portas para novos empregos e melhores salários, me ajuda e ajudará a ampliar a minha visão de mundo. Penso que vou me sentir mais segura em novas viagens pelo mundo, e vou poder conhecer diferentes culturas e costumes.”

 

VIDA BILÍNGUE:  Pra quem pretende e precisa estudar inglês, mas ainda não deu início, que conselho ou dicas você deixaria?

“Não perca nem um minuto a mais da sua vida em dúvida sobre se deve fazer ou não um curso de inglês. Faça e verá a diferença, através das oportunidades que surgirão na sua vida profissional e pessoal.

Não tenha medo! No começo não será fácil, todos nós temos dificuldades, mas com determinação e força de vontade tudo é possível. No final será gratificante, pois é incrível saber que podemos falar em um idioma diferente do nosso. Todos nós somos capazes!”

 

Denise Domingues é jornalista, graduada em História

e atua como English teacher desde 2005.

Está no mercado como profissional independente desde 2011.

@teacher_domingues_denise

 

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