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segunda-feira, 20 de maio de 2024

Quase metade da geração Z está disposta a aceitar menor crescimento econômico no curto prazo por um futuro mais sustentável

geração z

Pesquisa da Dell Technologies aponta que 47% dos jovens adultos brasileiros de 18 a 26 anos consideram dar às lideranças políticas mais tempo para gerar crescimento econômico se conseguirem desenvolver uma estratégia digital que priorize a sustentabilidade

Quase metade (47%) da geração Z no Brasil estaria disposta a aceitar limitações econômicas de curto prazo, como menor crescimento real do PIB, para permitir que os formuladores de políticas públicas invistam em uma estratégia de longo prazo que promova um crescimento mais sustentável, de acordo com uma pesquisa encomendada pela Dell Technologies.

A pesquisa foi realizada globalmente em 15 países, incluindo o Brasil, com o objetivo de ouvir os adultos da Geração Z (de 18 a 26 anos) sobre quais devem ser as estratégias de recuperação social e econômica. A maioria (72%) dos entrevistados acreditam que a tecnologia desempenhará um papel importante na luta contra a crise climática.

Com muitos brasileiros da Geração Z dispostos a suportar limitações econômicas de curto prazo, eles classificaram os temas de economia circular (50%), energia sustentável (47%) e transporte público mais sustentável (40%) como as três principais áreas para os governos priorizarem. Aproximadamente um terço dos entrevistados (33%) também expressaram apoio a uma maior educação em sustentabilidade para os cidadãos.

No entanto, a confiança dos brasileiros da Geração Z de que os investimentos de recuperação do setor público trariam uma economia próspera em 10 anos está dividida: metade (49%) tem baixa ou nenhuma confiança, enquanto 29% estão indecisos e 22% têm confiança alta ou total.

Compreensivelmente, existem diferenças geográficas. Enquanto o Brasil (49%) e o Japão (47%) tiveram o maior número de entrevistados com baixa ou nenhuma confiança, o mesmo não se reflete em países como Cingapura (56%) e Coréia do Sul (41%), tendo a maioria dos entrevistados com confiança alta ou total.

“A Geração Z será indiscutivelmente a mais afetada pelas decisões de investimento público e privado tomadas hoje e facilitará e manterá uma recuperação sustentável de longo prazo”, afirma Bruno Assaf, diretor para Setor Público da Dell Technologies no Brasil. “Há uma oportunidade de obter o apoio da Geração Z para estratégias de longo prazo que colocam a sustentabilidade no centro das estratégias de crescimento econômico, e o uso da tecnologia será essencial para tornar as cidades mais inteligentes e sustentáveis.”

Os entrevistados também disseram que esse futuro digital no Brasil deve ter uma forte estrutura de segurança cibernética. Mais da metade (77%) sente que há necessidade de uma legislação robusta e com maior investimento em segurança cibernética para proteger as infraestruturas nacionais e garantir que as empresas privadas atendam a padrões rígidos. Para que isso aconteça e para aumentar a confiança nos governos, 45% dos entrevistados desejam que os setores público e privado trabalhem juntos e se responsabilizem mutuamente.

Fechando a lacuna de habilidades digitais e exclusão digital

A Geração Z reconhece o valor de desenvolver as habilidades digitais necessárias para suas futuras carreiras. Nove a cada dez (88%) consideram o aprendizado de novas habilidades digitais essenciais para aumentar as opções futuras de carreira ou planejam adquiri-las.

Os entrevistados acham que sua educação poderia tê-los preparado melhor com habilidades digitais. Quase metade (47%) disse que a escola lhes ensinou apenas habilidades básicas de computação e cerca de dois em cada dez (22%) não receberam nenhuma educação em tecnologia ou habilidades digitais. Mais da metade (60%) afirma que a escola (nível abaixo de 16 anos) não os preparou com as habilidades tecnológicas necessárias para a carreira planejada.

Para ajudar a preencher a lacuna de habilidades digitais, pouco mais de um terço (38%) dos entrevistados sugeriu tornar os cursos de tecnologia em todos os níveis de ensino mais interessantes e amplamente disponíveis. Um terço (32%) acredita que os cursos obrigatórios de tecnologia até 16 anos incentivarão os jovens a seguir carreiras voltadas para a tecnologia.

“Está claro que a Geração Z vê a tecnologia como fundamental para sua prosperidade futura. Agora cabe a nós — fornecedores líderes de tecnologia, governos e setor público — trabalharmos juntos e prepará-los para o sucesso, melhorando a qualidade e o acesso ao aprendizado digital”, reforça Assaf. “47% da Geração Z no País acham que educadores e empresas devem trabalhar juntos para preencher a lacuna de habilidades digitais e, com a velocidade com que a tecnologia continua a evoluir, isso exigirá colaboração constante”.

Em resposta às suas opiniões sobre em quais áreas os governos devem priorizar os investimentos para ajudar a acabar com a exclusão digital em diferentes locais, demografia e grupos socioeconômicos, a Geração Z vê acesso a dispositivos e conectividade para grupos desfavorecidos (50%) e conectividade em áreas rurais (24%) como as áreas de foco mais importantes.

A pesquisa também destacou que no Brasil:

  • Apoiar o crescimento econômico, melhorar os serviços de saúde (57%), investir em educação para ajudar a fechar a lacuna de habilidades (64%) e investir em infraestrutura sustentável/verde (28%) foram as três principais prioridades entre a Geração Z.
  • Mais da metade (63%) da Geração Z tem confiança baixa ou neutra em seus dados pessoais sendo armazenados em conformidade pelos profissionais de saúde.
  • Mais da metade (61%) da Geração Z considera o trabalho flexível e remoto uma consideração importante ao escolher um empregador.

Para mais informações sobre o estudo, acesse aqui o relatório completo.

Sobre o estudo 

A pesquisa de campo foi conduzida para a Dell Technologies pela empresa de pesquisa de mercado Savanta ComRes, entre os meses de julho e agosto de 2022, em 15 países, incluindo o Brasil. O estudo contou com um total de 15.105 respondentes adultos da geração Z (entre 18 e 26 anos). No Brasil, o levantamento ouviu 1.021 pessoas.

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