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sábado, 15 de junho de 2024

‘Guerra dos ovnis’: o que se sabe da crise que envolve EUA e China

Imagem-George Frey

Quatro ovnis (objetos voadores não identificados) foram identificados desde sexta (10) nos Estados Unidos, Canadá e China —ao menos três deles foram abatidos.

As ações ocorrem uma semana depois de os Estados Unidos derrubarem um balão chinês, que dizem ser de espionagem. Os incidentes indicam uma nova disputa de versões entre duas das maiores potências mundiais. A origem dos ovnis abatidos não havia sido identificada até a noite de ontem em meio a buscas por destroços.

Os casos nos últimos três dias foram:

  • Na sexta (10), os EUA abateram um objeto voador na costa do Alasca, norte do país.
  • No sábado (11), abateram outro ovni na costa oeste do Canadá.
  • Ontem (12), a China disse ter encontrado um ovni em sua costa leste.
  • Ainda ontem, o Exército dos EUA derrubou outro ovni, desta vez sobre o lago Huron, perto da fronteira com o Canadá.

Os casos fizeram com que os Estados Unidos fechassem ontem temporariamente o espaço aéreo sobre o Lago Michigan, no norte do país, por motivo de “defesa nacional”.

O incidente com o balão chinês ocorrido no dia 4 deu início a uma crise diplomática entre os dois países. O governo dos EUA chamou o objeto de de balão de vigilância, e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, até cancelou uma viagem planejada para Pequim.

Autoridades de segurança nacional dos EUA dizem acreditar que os objetos voadores derrubados eram balões. De acordo com o senador Chuck Schumer, líder da maioria no Senado, os objetos abatidos na sexta e no sábado eram muito menores do que o balão chinês.

A repetição dos casos obrigou integrantes do governo Biden a negar que haja qualquer evidência envolvendo atividade extraterrestre. A informação é do jornal The New York Times.

Mas as autoridades também reconhecem em particular o aumento desse tipo de especulação em meio à incapacidade de explicar a proveniência dos objetos.

O ovni no Alasca foi derrubado por ordem do presidente norte-americano, Joe Biden. Sem divulgar detalhes sobre o tipo ou origem, o governo informou que era, “aproximadamente, do tamanho de um carro pequeno” e voava a cerca de 12 mil metros de altitude.

Ele foi abatido no norte do Alasca, próximo à fronteira com o Canadá, e caiu na água. Não há informações sobre o objeto voador e os EUA disseram que faziam buscas na região.

No dia seguinte foi a vez de o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciar a derrubada de um ovni. O caso ocorreu em Yukon, no noroeste do país. Ele também não deu detalhes sobre o objeto.

Segundo Trudeau, equipes técnicas canadenses estão procurando os destroços no mar para obter mais informações sobre os objetos.

Ontem, a China entrou nos relatos, com um objeto voador no noroeste do país, próximo das Coreias.

“Autoridades marítimas locais da província de Shandong anunciaram neste domingo que interceptaram um objeto voador não identificado nas águas próximas à cidade costeira de Rizhao e está se preparando para abatê-lo, informando os pescadores para ficarem seguros por mensagens”, informou ontem a Global News, mídia estatal chinesa.

O Exército dos EUA derrubou outro ovni nas proximidades da fronteira com o Canadá. Desta vez sobre o Lago Huron, na altura do estado do Michigan.

A informação foi divulgada nesse domingo pelos deputados Jack Bergamn e Elissa Slotkin, do Michigan. Ambos informaram, por meio do Twitter, que o Departamento de Defesa americano confirmou a medida.

Como tudo começou

Os casos não podem ser vistos de forma isolada. No dia 4, os Estados Unidos derrubaram um balão chinês que sobrevoava a costa leste do país.

Segundo o governo norte-americano, o objeto estava, “inequivocamente”, equipado com dispositivos para coletar dados de Inteligência. Pequim, por sua vez, negou e disse que se tratava de um balão “civil utilizado para fins de pesquisa, principalmente meteorológicas”.

Depois disso, os EUA acrescentaram no fim de semana seis empresas chinesas à sua lista de restrições. Estes grupos ficarão proibidos de ter acesso a tecnologias e bens americanos sem autorização.

Fonte: UOL

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