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domingo, 3 de março de 2024

Explosão do ‘Gaming Casual’ no Brasil e no México mostra que os games são o entretenimento preferido da AL

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Quase três quartos (72%) dos consumidores da América Latina da Geração Z (entre 15 e 25 anos) consideram videogames o “melhor tipo de entretenimento”, à frente até de mídias sociais e serviços de streaming. E eles não estão sozinhos: conforme um número crescente de pessoas na América Latina e de todas as gerações que aderiram ao ‘gaming casual’, pode-se dizer que houve a ‘explosão’ de uma tendência capaz de destronar outras mídias, como filmes e televisão.

“Esse boom recente no gaming casual entre latino-americanos tem acabado com qualquer ideia preconceituosa de que games são parte de um mercado nichado, isso se comparado às mídias populares, como filmes e televisão”, comenta Pavel Epishin, Diretor da Yandex Games. “Os números são fortes demais para serem ignorados”, ressalta Epishin.

Epishin chama a atenção para a receita de mercado e para outros dados quantitativos e qualitativos ao argumentar que na América Latina, especialmente, videogames são a escolha de entretenimento da maioria da população. Por exemplo, 66% dos latino-americanos afirmam que curtem jogar diariamente, e cerca de 44% jogam por pelo menos uma hora todos os dias.

“Não somente os videogames estão despertando a atenção das pessoas de forma cada vez maior, fornecendo ‘momentos que contam’ de diversão, relaxamento, amizade e competição de forma customizada em nossas vidas atarefadas, mas também estão conquistando mais parcelas de mercado”, afirma Epishin, completando que dois dos maiores mercados de videogame da região são Brasil e México.

“A indústria de games no México gerou receita de mais de 41 bilhões de pesos em 2022, tornando-se um dos 10 mercados mais importantes do mundo”. E no Brasil é ainda maior, ele adiciona: “o maior mercado da região, tanto em número de jogadores mobile quanto em receita, registrou 88.4 milhões de jogadores, gerando mais de $1.0 bilhão em 2021. E o número de brasileiros está previsto para atingir 116.5 milhões em 2026.”

Há muitas razões para o fato dos latino-americanos deixarem de lado as formas mais tradicionais de entretenimento e, ao invés disso, escolherem o gaming casual para curtir os seus ‘momentos que contam’, incluindo o fato inegável de que trabalhadores da região têm o menor tempo livre no mundo. A isso, adicione o turbilhão crescente de acesso à internet, conectividade mobile e uso de smartphones, tudo isso em meio a uma pandemia sem precedentes.

“Não há como não dizer que, apesar de parecer mais flexível, a nossa vida nunca foi tão ocupada. Nosso tempo livre se tornou fragmentado conforme vamos aproveitando pequenos intervalos de descanso no ônibus, enquanto esperamos pelo e-mail de um colega, ou entre um dos nossos vários trabalhos. E já que não podemos voltar no tempo, fica claro para um número cada vez maior de pessoas que a maneira de aproveitar esses instantes é transformá-los em ‘momentos que contam’.

Contudo, isso vai além de simplesmente procurar por uma dose rápida de dopamina: 57% das pessoas na América Latina concordam que ‘a estética dos games é mais impressionante do que dos filmes. Epishin conclui, “ao invés disso, fizemos o que os humanos sempre fizeram e nos adaptamos, escolhendo os jogos, afinal, é um passatempo que nos dá mais escolhas, liberdade e estímulo para cumprir um papel tanto social quanto emocional, além de oferecer pura diversão. Por isso, mais pessoas – de gamers casuais a profissionais de eSports – encontram os seus ‘momentos que contam’ no mundo sempre em evolução dos games.”

 

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