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sábado, 15 de junho de 2024

Dia Nacional da Mamografia (05/02): dicas para ter menos desconforto durante o exame

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No futuro, câncer de mama poderá ser detectado em um simples exame de sangue

O câncer de mama é uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres em todo mundo e o diagnóstico precoce está associado a maiores taxas de cura e melhor sobrevida, além de exigir tratamentos menos agressivos. O exame mais eficaz e com comprovação científica da sua eficiência ainda é a mamografia. De baixo custo e amplamente disponível, a mamografia segue sendo hoje o principal método de detecção precoce da doença.

Muitas mulheres, no entanto, reclamam do exame em si e dos mamógrafos. Dor, desconforto e a necessidade de um certo “malabarismo” levam algumas mulheres e deixarem de fazer o diagnóstico. O médico mastologista e mestre pela Universidade de São Paulo, Helio Rubens de Oliveira Filho, explica que o incômodo no exame vem principalmente porque o mamógrafo comprime com uma força de sete a oito quilos a mama, levando a paciente a sentir o desconforto.

Porém, segundo o especialista, pacientes que fazem mamografia têm 40% a menos de chance de morrerem de câncer de mama. Hélio de Oliveira recomenda que as mulheres façam mamografia uma vez por ano, a partir dos 40 anos e, para melhorar o desconforto, conta que existem algumas orientações que podem ser dadas na hora de fazer o exame: “a principal é fazer o exame no período pós-menstrual, quando a mama está menos sensível. As pacientes mais sensíveis podem tomar duas horas antes de realizar o exame um anti-inflamatório ou um analgésico, diminuindo a dor na região”, afirma o médico.

Os mamógrafos evoluíram muito nos últimos anos. Os mais recentes são os digitais, com menos radiação e uma resolução de imagem muito melhor, proporcionando que se encontre tumores ainda menores e em fase inicial. “Vale destacar que o desconforto do exame é muito menor se comparado ao tratamento da doença. Portanto, vale muito mais a pena atuar preventivamente”, destaca Hélio.

“São estudos promissores, que estão em fase iniciais, e que podem nos próximos anos avançar no tratamento precoce do câncer de mama, sem a necessidade de um aparelho como o mamógrafo”, afirma o mastologista.

Para um futuro, não muito distante, há pesquisas envolvendo exames que poderão substituir a mamografia, como as pesquisas sanguíneas envolvendo as células tumorais, conseguindo assim descobrir o câncer de mama por meio de um exame de sangue, antes de aparecer na mamografia. “Mas isso está em fase de estudos clínicos. Nada a ser aplicado ainda nos consultórios médicos. Mas quem sabe nos próximos anos teremos boas novidades”, acredita Oliveira.

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