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Meia 92

sábado, 18 de maio de 2024

Dia Internacional da Internet segura  relembra a importância do uso responsável da web

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Em oito de fevereiro de 2004, a União Europeia, por meio da rede Insafe, criou o Dia Internacional da Internet Segura. A ideia da entidade em criar essa data é mobilizar instituições e usuários a estimular o uso livre e seguro dos computadores e dos telefones celulares. 

 

Hoje, na 20ª edição da data, que é lembrada no Brasil desde 2008, se tem dados e levantamentos interessantes acerca da internet, rede que conecta mais de 5 bilhões de pessoas ativamente no mundo. Somente em nosso país, segundo matéria da Forbes,  são 165 milhões de usuários. À frente estão China com 1 bilhão, Índia com 658 milhões, Estados Unidos com 307 milhões e Indonésia com 204 milhões. 

 

Desse modo, é evidente que a expansão da internet e sua chegada a tantas pessoas de maneira tão rápida em comparação a tecnologias do passado simplificou questões como trabalho, compras e comunicação. Isso explica o porquê melhorias nos serviços de 4G e 5G têm sido exigidas pelo Ministro das Comunicações no Brasil. 

 

No entanto, em contrapartida às facilidades citadas, existe uma preocupação com o bem estar da população que se beneficia da internet, visto que o número de crimes digitais não apenas cresce como custa muito aos países prejudicados. De acordo com o McAffe, crimes no ambiente digital custam anualmente cerca de US$ 1 trilhão à economia global. Em complemento, de acordo com a empresa de consultoria estratégica Roland Berger, o Brasil é o quinto país mais prejudicado com essas atividades, com prejuízos que chegam a US$ 22,5 bilhões aproximadamente. 

 

Por esse motivo, é primordial o cuidado com a segurança digital. É como lembrar-se de trancar as portas de casa, diz Thiago Campos, especialista em cibersegurança da Asper, MSP (Managed Service Provider) brasileira, com ampla atuação em segurança cibernética. 

 

“A tecnologia evolui em uma velocidade absurda, assim como os ataques cibernéticos. Hackers, ransomwares, malwares, roubos de dados, golpes de phishing, fake news são problemas que cada vez mais fazem parte do cotidiano de pessoas e empresas e continuarão fazendo. Precisamos nos manter alertas, proteger dados, informações e adquirir uma postura responsável, consciente e proativa diante de tantas ameaças”,  complementa Campos.

 

“O mais importante é aprender mais sobre segurança digital”

 

Para José Adilson do Nascimento, Analista de Cibersegurança e Proteção de Dados e MBA em Cyber Security: Forensics, Ethical Hacking e DevSecops pela FIAP, a melhor arma contra ataques digitais é estar preparado para utilizar os recursos conectados à internet. “É fundamental entender o que é um Phishing (principal porta para início de um ataque cibernético), um Ransomware (embaralhamento ou criptografia dos dados), um Spam (e-mails não solicitados, geralmente com algum conteúdo malicioso), para saber como agir em situações específicas e, assim, evitar ‘dores de cabeça’, como chantagens e golpes financeiros.”

 

De um ponto de vista macro, pode parecer impossível resolver os problemas presentes no ciberespaço, mas, através de boas práticas, é possível reduzir a possibilidade de um dia se tornar vítima de um ciberataque, diz Nascimento. 

 

O especialista listou algumas dicas para os leitores do meia92

 

Manter os dispositivos com sistema atualizado, pois as atualizações, na grande maioria das vezes, possuem correções de falhas de segurança; 

 

Criar senhas fortes e nunca  compartilhá-las. Senhas fortes irão proteger melhor seus dados na internet. Senhas fortes devem possuir letras, números e caracteres especiais; exemplo de senha (entre aspas): “V1v@C0mS3guranç4”;

 

Alterar as senhas com regularidade, exemplo: a cada 3 meses;

 

Utilizar autenticação de duplo ou múltiplo fator, por exemplo: além da senha de acesso, é necessário informar um código via sms ou token;

 

Evitar utilizar redes Wi-Fi gratuitas, pois geralmente não possuem nível de segurança adequado;

 

Instale apenas aplicativos e softwares confiáveis;

 

Nunca clicar em links desconhecidos ou estranhos, pois clicar em links maliciosos pode levar as pessoas a serem submetidas a diversos tipos de golpes na internet.

 

Como as empresas têm se portado com relação à segurança digital?

 

“O olhar das empresas para a segurança da informação passou a ser mais atento, pois o tema era antes tratado como gasto financeiro. Hoje, essa é uma pauta estratégica e fundamental para o meio corporativo”, conta Adilson Nascimento.

 

O analista comenta que o cuidado com os dados pessoais em meio físico e digital se tornou algo regulatório, e o Brasil passou a fazer parte dos países que contam com uma legislação específica para proteção de dados e privacidade dos indivíduos (titulares dos dados), a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, lei n° 13.709/2018).

Essa passou a ser a principal lei a regular o tema de proteção de dados pessoais e tem como objetivo proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade de cada indivíduo, prever sanções e multas para as empresas que não tratarem os dados pessoais com o devido cuidado, conforme regulamentado pela lei. A legislação também padroniza as práticas referentes a como os dados pessoais e sensíveis devem ser coletados, tratados, armazenados, protegidos e transferidos para outros países, quando a origem do tratamento for no Brasil.

Wagner Maciel – Jornalista formado pela Universidade Paulista 

 

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