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sexta-feira, 1 de março de 2024

Ambulantes relatam frustração com Carnaval esvaziado em SP

Ambulantes esperam clientes durante desfile de blocos esvaziado pela chuva no Ibirapuera, em São Paulo - Adriano Vizoni-Folhapress

“Está muito decepcionante. Por enquanto, não vendemos praticamente nada”, disse André Luís de Oliveira, 50, que veio da Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, para conseguir um dinheiro extra vendendo bebidas e refrigerantes no pré-Carnaval paulistano.

O público muito aquém do esperado no Bloco da Favorita, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, frustrou ambulantes neste sábado (11).

O bloco de funk, que costuma atrair grande público no Rio de Janeiro, desfila na rua Laguna. Visualmente, a impressão é a de que há mais ambulantes do que público acompanhando o desfile.

A chuva forte que começou pouco depois no início da tarde também afugentava os foliões em outras regiões da cidade que recebem desfiles de blocos.

Todos os vendedores são cadastrados e os preços são tabelados. Duas latas de cervejas custam a partir de R$ 10.

“Quando foi na Berrini [avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, também na zona sul] em 2019 e 2020, antes da pandemia, foi muita gente. Tinham também muitos vendedores, mas conseguíamos vender bastante porque era uma multidão”, afirmou Oliveira.

“Ainda não vendemos nada. Esperávamos mais gente. Estamos na esperança que à tarde melhore”, disse a ambulante Jessica Sales, 25.

No final da manhã, o cantor paraibano Chico César abriu os festejos no Ibirapuera e também fez sua apresentação sob uma garoa que logo virou chuva e acabou azedando o clima de abertura do Carnaval de rua de São Paulo. A apresentação contou com uma participação ligeira do maranhense Zeca Baleiro.

Na avenida Luis Dumont Villares, na zona norte, nem a atração compareceu. O bloco esperado para o início da tarde não havia aparecido até perto das 16h. Apenas policiais militares e comerciantes ambulantes estavam no local.

Dia de prejuízo para vendedores como Igor Santana da Silva, 42, que deixou de lado o trabalho como motorista de aplicativo neste pré-Carnaval para tentar uma renda extra com a venda de bebidas.

Ele chegou à avenida por volta das 13h e, até as 16h, havia vendido R$ 200. O valor não paga o investimento de R$ 300 na mercadoria. Para pagar o ajudante e obter lucro, a expectativa era faturar R$ 500. “Tenho esperanças de que essa chuva vá embora e eu possa ganhar meu dia hoje.”

Também comerciante no local, a costureira Jéssica Rodrigues, 32, desistiu de esperar a chuva passar.
Na avenida desde às 9h, abandonou o Carnaval por volta de 16h. Ela gastou R$ 700 em bebidas. Vendeu R$ 200.

Fonte: Folha de S. Paulo

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