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sábado, 24 de fevereiro de 2024

Entenda o escândalo fiscal bilionário da Lojas Americanas

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Deu ruim! Na última quinta-feira (12), as ações da Americanas despencaram quase 80% na bolsa de valores. A queda significativa na bolsa se , segundo um recado oficial, devido a “inconsistências em lançamentos contábeis”.

A empresa comunicou ao seu público investidor que, após uma análise preliminar, foi identificado um rombo de R$ 20 bilhões. Esse desfalque, segundo os membros da Americanas, “estavam fora do balanço”.

“Numa análise preliminar, a área contábil da companhia estima que os valores das inconsistências sejam da dimensão de R$ 20 bilhões na data-base de 30 de setembro de 2022. A companhia estima que o efeito caixa dessas inconsistências seja imaterial”, informou a empresa em um comunicado oficial em seus canais de informação.

Este valor refere-se a empréstimos para compras junto a fornecedores na qual a Americanas é devedora de bancos e que não apareciam devidamente no balanço.

Para ter uma ideia, o valor é maior que o patrimônio líquido da varejista no balanço referente ao terceiro trimestre de 2022, de quase R$ 15 bilhões.

Nem entrou e já saiu

Logo após a revelação pela empresa sobre essas inconsistências, Sergio Rial – nome recém escalado para assumir o cargo de CEO da Americanas – anunciou a sua renúncia. Rial deixa o cargo em menos de duas semanas desde que assumiu o comando deste setor.

Mas e agora? A Americanas irá de fato falir?

É certo dizer que o futuro dessa empresa varejista ainda éimprovável. Contudo, isso não quer dizer que o caminho que a Americanas percorrerá daqui pra frente será uma moleza.

O grupo 3G – principal acionista da empresa, composto pornomes como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira – assumirão os seus compromissos com a Americanas e “tomarão as rédeas” deste rombo bilionário. Sendo assim, eles serão responsáveis por fornecer a capitalização necessária para que a marca se sustente diante dessa turbulência.

Segundo Bruno Damiani, analista do mercado de varejo, as chances da varejista quebrar são pouco prováveis.

“Ela não quebra, mas no futuro vai ser uma companhia muito menor do que é hoje. Para crescer, a empresa precisa investir. A Americanas já é um negócio de capital intensivo, então com essa notícia fica claro que ela vai passar alguns anos trabalhando apenas para quitar suas dívidas e sem fazer grandes investimentos”, diz o analista em uma entrevista para o portal SeuDinheiro.

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