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Meia 92

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Retrospectiva 2022: um ano de feitos históricos no esporte

ESPORTE MEIA92

Nos campos, nas quadras ou nas pistas, 2022 se encerra como um ano marcante para o esporte mundial. Relembre alguns dos pontos altos das competições esportivas e os acontecimentos que tornaram esses 12 meses emblemáticos para diversas modalidades, entre eles a morte do Rei do futebol

Não apenas pela esperada Copa do Mundo no Catar que acabou nas mãos de Lionel Messi, os últimos 12 meses entregaram aos apaixonados por esporte grandes viradas, performances coletivas e individuais memoráveis e consolidação de dinastias no futebol e no basquete. A poucos dias de entrarmos em 2023, separamos momentos que fizeram de 2022 um ano ímpar para o esporte mundial.

Até mesmo nos últimos dias de dezembro a notícia da morte de Pelé, aos 82 anos, gerou comoção em todo o globo. Internado desde o dia 29 de novembro, o rei do futebol teve sua morte confirmada pela equipe médica do Hospital Albert Einstein em São Paulo após um mês de sua internação.

Foto: reprodução

Pelé deixa um legado aos apaixonados pelo esporte, tendo sido o único a conquistar três Copas do Mundo (1958, 62 e 70), dois mundiais de clubes com o Santos (1962 e 63) o título de jogador do século xx e para muitos o de GOAT, maior de todos os tempos.

Messi GOAT?

Ainda fresca nas manchetes e principalmente na memória dos Hermanos, a Copa do Mundo realizada no Catar começou surpreendente, com as gigantes Argentina e Alemanha perdendo para equipes menos expressivas. A seleção Albiceleste se recompôs da derrota para a Arábia Saudita, mas o time europeu não foi capaz de chegar ao mata-mata.

Avançamos então para a fase de quartas, quando a seleção brasileira foi surpreendida por Luka Modric e o time croata e deu adeus à competição após um empate nos minutos finais. Além da Croácia, outra surpresa da Copa foi a seleção Marroquina comandada por Walid Regragui, que foi até as semis do mundial, caindo diante da França.

Em contrapartida ao que ocorreu com o Brasil, nossos vizinhos argentinos passaram por Austrália, Holanda e  Croácia até chegarem à grande final contra a França de Kylian Mbappé. Candidata ao título de maior final da história das Copas, o confronto terminou empatado em 3 a 3 na prorrogação, até que, nas penalidades, o tricampeonato da Argentina veio dos pés de Gonzalo Montiel.

Foto: Kai Pfaffenbach – Reuters

A pergunta que fica no ar: a conquista da Copa faz de Messi o GOAT (sigla em inglês para Maior de Todos os Tempos)?

América Rubro-negra (mais uma vez)

Voltamos ao mês de outubro, quando Flamengo e Atlético Paranaense disputavam o título da Libertadores da América. A partida foi decidida pelos pés de Gabigol, que marcou o único gol do duelo, seu quarto em três finais jogadas da Liberta.

Essa foi a terceira vez que o time carioca venceu o torneio continental, tendo sido os outros dois títulos em 1982, com Zico, Junior e cia., e em 2019, com o português Jorge Jesus no comando.

Foto: Luis Acosta / AFP

O maior tem 14

Da América para o Velho Continente, o destaque nos gramados da Champions  League foi o Real Madrid. Comandado por Carlo Ancelotti e pelo francês Karim Benzema, com Vini Jr. como coadjuvante, os Blancos chegaram ao impressionante 14° troféu da UCL, simplesmente o dobro do segundo maior campeão do torneio Milan.

Diante do Liverpool em uma reprise da decisão da temporada 2017-18, quando o Real venceu o terceiro troféu seguido, dessa vez a equipe espanhola bateu os Reds por 1 a 0. O gol veio dos pés de Vini Jr e a conquista assegurada por uma atuação histórica do goleiro Courtois, que fez nove defesas ao longo da partida.

 Foto: Thomas Coex – AFP

A campanha do Real até a final também foi simbólica, com o time derrotando PSG nas oitavas (3 a 2 placar agregado), Chelsea nas quartas (5 a 4 ag) e Manchester City na semifinal (5 a 5 ag). Foi esse conjunto de atuações que consagrou Benzema o vencedor da Bola de Ouro de 2022.

Dinastia dourada na NBA 

Por falar em hegemonia, chegamos às arenas da NBA para relembrar o sétimo campeonato vencido pelo Golden State Warriors, o quarto  nos últimos oito anos. A dinastia de San Francisco começou em 2015, quando o treinador Steve Kerr venceu seu primeiro campeonato contra o Cavs de Lebron James. Posteriormente os guerreiros chegariam em outras cinco finais, perdendo para Cleveland em 2016 e  Toronto Raptors em 2018.

Contra o Boston Celtics, na última temporada, prevaleceu a experiência de Draymond Green, Klay Thompson e Curry, MVP das finais que terminou em seis jogos no AT&T Center. A campanha dos Warriors até o sétimo título colocou a equipe diante do Denver Nuggets, Memphis Grizzlies e Dallas Mavericks. Os veteranos do GSW desbancaram os jovens talentos  Nikola Jokic, Ja Morant e Luka Doncic um por um sequencialmente.

Foto: Getty images North America

A noite mágica de Luka Doncic x Knicks

Os holofotes do Meia 92  saem de San Francisco e vão para Dallas para uma atuação de gala do Tesouro dos Mavericks, Luka Doncic. No dia 27 de dezembro, o esloveno anotou um triplo-duplo fascinante contra o New York Knicks: 60 pontos, 21 rebotes e 10 assistências.

O astro de apenas 23 anos fez a cesta que levou os Mavericks para a prorrogação contra o time de Nova York e fez sete dos 11 pontos de sua equipe no over time. A declaração do camisa 77 após o jogo foi: “ Estou muito cansado, preciso de uma cerveja de recuperação”.

Foto: AFP

LA Rams vencem o Super Bowl em casa

As memórias da NFL em 2022 começam no mês de fevereiro, com o Superbowl LVI. O último embate da temporada foi entre LA Rams e Cincinnati Bengals, ambos medindo forças para a consagração do maior evento da modalidade no mundo.

A partida aconteceu no SoFI Stadium, casa dos Rams, e terminou com o time mandante vencendo por 23 a 20 e a ascensão de Cooper Kupp como MVP das finais, tendo marcado dois touchdowns no confronto. Foi o segundo título de Super Bowl dos Rams em toda a história da franquia; o primeiro aconteceu em 2000, quando o time ainda era sediado em St. Louis.

Foto: reprodução – New York Post

A grande virada do Minnesota Vikings

Ainda no universo da bola oval, a temporada 2022-23 da NFL entregou aos espectadores simplesmente a maior virada da história da liga. O duelo foi protagonizado por Minnesota Vikings e Indianapolis Colts, que foram para o intervalo com uma ampla vantagem de 33 a 0.

Os Vikings adotaram outra postura nos dois últimos quartos e, jarda após jarda, anularam toda a vantagem que havia sido construída pelos Colts. O time de Indianapolis marcou apenas três pontos no segundo tempo, o que não foi o suficiente para conter o poderio ofensivo dos donos da casa.

Após um touchdown de Dalvin Cook, que deixou o jogo em 36 a 34, T.J. Hockenson converteu mais dois pontos e mandou o confronto para a prorrogação. No tempo extra, Greg Joseph chutou para 40 jardas e presenteou os Vikings com a maior virada da história da National Football League. Épico.

Foto: Carlos Gonzalez – Star Tribune, via Associated Press

 

Fadinha vence a Liga Mundial de Skate Street

Após ter feito história em Tóquio no ano de 2021, tornando-se a mais nova medalhista olímpica brasileira com apenas 13 anos na época, a skatista Rayssa Leal venceu a Liga Mundial de Skate Street em novembro deste ano.

Fadinha conseguiu o primeiro lugar em todas as etapas que compõem o torneio, que foram Jacksonville, Seattle e Las Vegas. A vitória da maranhense de apenas 14 anos veio somente na última manobra, quando conquistou uma parcial de 7,4, totalizando 21,1 e garantindo o lugar mais alto no pódio. A segunda colocada foi a japonesa Funa Nakayama, que teve 20,8 na soma de suas notas.

Foto: @rayssalealsk8 – Instagram

 

Despedida de Roger Federer

Enquanto Rayssa Leal esbanja seu talento como promessa de um futuro glorioso, os fãs de Tênis viram Roger Federer, um dos maiores da história do esporte, se despedir das quadras após 24 anos como atleta profissional.

O suíço tem em seu currículo 20 vitórias em torneios de Grand Slam (8 em Wimbledon, 6 Australian Open, 5 Us Open e 1 Roland Garros), além de ter liderado o ranking mundial por 310 semanas -237 seguidas- , oito torneios de duplas além de um ouro olímpico em 2008 e uma prata em 2012.

A despedida de Federer se mostra ainda mais marcante por meio da fotografia que capturou o suíço ao lado de seu amigo e rival esportivo Rafael Nadal. Na imagem, os dois atletas choram de mãos dadas pela decisão do ícone de deixar as quadras profissionalmente.

Foto: Ella Ling – Shutterstock

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