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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Quantidade de saliva que você produzirá na vida pode encher uma piscina

saliva

A fisiologia humana é fascinante e repleta de curiosidades, que, na maioria das vezes, são desconhecidas por grande parte das pessoas. Uma delas é o fato de que, durante a vida, é possível produzir quantidade de saliva suficiente para encher uma piscina.

 

Flávio Landim, professor de Biologia da Plataforma Professor Ferretto – canal 100% online, com foco no conteúdo complementar para o Ensino Médio e preparação para o Enem e vestibulares – esclarece a importância desse fluido para a saúde, e por que ele é produzido pelo corpo em escala surpreendente.

 

Do que a saliva é composta?

A saliva é um fluido lubrificante encontrado na boca e na garganta, composto por aproximadamente 99% de água e 1% de cálcio, sódio, enzimas, proteínas, magnésio, entre outros componentes, que apesar de apresentarem uma baixa fração no líquido, são fundamentais para a manutenção da saúde bucal.

 

Como a produção ocorre?

É nas glândulas salivares que a saliva é produzida. Localizadas nas bochechas, mandíbula e assoalho da boca, as três principais glândulas são: parótida, sublingual e submandibular, responsáveis também por fazerem o líquido circular na boca através dos dutos. ‘’É através desses tecidos que nós produzimos entre um a dois litros de saliva por dia, totalizando em média, 550 litros por ano ou calculando para uma pessoa com a expectativa de vida de 70 anos, 38.325 litros, o suficiente para encher uma piscina média”,’ explica Landim.

 

A importância do fluxo salivar

Existe uma razão para a saliva ser produzida em grande escala, ela possui diversas funcionalidades que garantem o bom funcionamento não só da via oral, mas de diversos organismos do corpo humano.

 

As proteínas presentes na saliva, servem como uma barreira protetora para os dentes, atuando na eliminação de bactérias orais e sendo fundamental para a prevenção da cárie, periodontopatias, halitose, por exemplo. ‘’As enzimas do fluido também merecem destaque, pois possuem anticorpos e outras substâncias que ajudam a evitar infecções até mesmo na garganta, não se limitando apenas à boca”, comenta Landim.

 

Além disso, as enzimas contribuem diretamente com o funcionamento do sistema digestivo, uma vez que iniciam o processo de digestão dos alimentos através das reações químicas liberadas durante a mastigação.

 

O professor de biologia destaca que sem a saliva estimulando as papilas gustativas, não seria possível apreciar um bom prato de comida.‘’Sem as papilas gustativas, não saberíamos identificar e diferenciar os sabores, tornando a refeição bem menos prazerosa’’.

 

Alerta para problemas de saúde

O excesso ou a falta de saliva podem indicar disfunções pelo corpo: “O excesso, normalmente, pode ser sinal de ânsia de vômito ou uma notificação do corpo ao consumo excessivo de chicletes e alimentos picantes e ácidos. Já a falta, é mais preocupante, pois aponta para a desidratação, medo, ansiedade, estresse, entre outros. Por isso é necessário se atentar ao fluxo salivar, pois ele pode apontar uma desregulação no seu organismo”, finaliza o docente.

 

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