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terça-feira, 25 de junho de 2024

Estudo promovido pela UNICEF aponta a diminuição cognitiva dos estudantes após as aulas remotas

Crédito Veja

Em março de 2020 as redes de ensino de todo o país tiveram que suspender as suas atividades presenciais para conter os impactos causados pelo agravamento da Covid-19. Desde então, foi necessário que professores e estudantes dessem continuidade aos ensinos de maneira remota.

Desde então, dar sequência aos planos curriculares das escolas tem sido extremamente desafiador. O ensino remoto trouxe uma grande defasagem no processo de aprendizagem dos estudantes e isso os afetou em termos cognitivos e socioemocionais.

Um estudo publicado pelo Instituto Unibanco e pelo Insper – denominado como “Perda de aprendizagem na pandemia” – apresentou evidências, nacionais e internacionais, que estimam a diminuição da capacidade de aprendizagem entre os estudantes das redes de ensino estaduais que concluíram o ensino médio no Brasil em 2021.

O exercício propunha analisar a diferença da proficiência desses estudantes entre os ensinos remotos e presenciais. Os resultados publicados no portal do Instituto Unibanco foram, segundo eles, “alarmantes “. O impacto da pandemia sobre os alunos que concluíram o Ensino Médio em 2021 foi grande.

Os estudantes que concluíram a 2ª série do Ensino Médio em 2020 iniciaram, possivelmente, a 3ª série com uma proficiência em matemática de 10 pontos abaixo do que iriam alcançar caso não tivessem tido a necessidade de transitar do ensino presencial para o remoto. Em Língua Portuguesa, a perda cognitiva é estimada em menos 9 pontos.

Para referência, um aluno aprende, ao longo de todo o Ensino Médio, em média 20 pontos em Língua Portuguesa e 15 em Matemática.

O professor Rael, que leciona física e matemática em redes de ensino particulares em Aracajú, sentiu o rendimento dos alunos diminuírem durante o período de isolamento. Para ele, os fatores que contribuíram para essa queda foram as questões de adaptação ao modelo online e a exigência de uma maior concentração pelo estudante por ter que assistir as aulas em casa.

“Eu senti que alguns alunos perderam o rendimento que eles tinham durante o ensino à distância. No pós-pandemia a coisa ficou ainda mais feia. Os estudantes apresentaram ainda mais dificuldade em matemática básica.”

O professor também relata que a saúde mental dos jovens também foi prejudicada. “Eu tenho excelentes alunos que fazem hoje um acompanhamento psicológico para poder controlar os efeitos emocionais que foram trazidos pela pandemia”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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